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domingo, 16 de agosto de 2020

Sexto suspeito de matar motorista de app em Fortaleza é um dos responsáveis pelos disparos, aponta investigações da polícia

A última prisão foi feita na noite deste sábado (15), no município de Caridade, interior do Ceará. Outros cinco homens foram detidos pela participação na morte de Alexandre Fernandes.


Por G1 CE

Alexandre Fernandes e o carro que dirigia desapareceram na noite da segunda-feira (10), na Grande Fortaleza. — Foto: Arquivo pessoal

O sexto suspeito de participar da morte do motorista de aplicativo, Alexandre Hadlich Fernandes, de 32 anos, seria um dos responsáveis pelos disparos, segundo informações das equipes do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil. Paulo Gomes dos Santos Caetano, conhecido por “Osório”, foi preso na noite deste sábado (15), no município de Caridade, no Maciço de Baturité, interior do Ceará.

Alexandre foi morto na noite de segunda-feira (10) logo após o embarque de criminosos que solicitaram uma corrida no Bairro Maraponga, em Fortaleza. Eles anunciaram o roubo e mandaram que a vítima fosse para o banco de trás do carro. O motorista reagiu e foi alvejado pelos assaltantes. O corpo de Alexandre só foi encontrado dois dias depois do desaparecimento, com machucados pelo corpo e com as mãos amarradas, no Km 30 da BR-116, em Aquiraz, município da Grande Fortaleza.


Segundo a polícia, as investigações apontam que Paulo esteve na cena do crime ao lado de Luan Vitor Araújo Silva (22) e Lucas Monteiro de Freitas (21), o “Playboy”, já capturados. Enquanto Lucas permaneceu num veículo de apoio à ação criminosa, Paulo e Luan seriam os responsáveis pela abordagem, pelos disparos de arma de fogo contra a vítima e pela ocultação do cadáver.

Assim como os demais presos, Paulo confessou o envolvimento aos policiais civis. Em depoimento, ele confirma que o grupo solicitou a corrida por um aplicativo de mobilidade urbana com a intenção de roubar o veículo para posteriormente ser colocado à disposição para desmanche. Também revelou que ele, Luan e Lucas chegaram ao local do crime no VW Fox, apreendido pelo DHPP nas investigações para elucidar os fatos.

Roubo e desmanche de carros

Além de Paulo, Lucas e Luan, também foram presos Bruno Alisson Sousa, 24, com antecedentes criminais por homicídio, roubo e tráfico de drogas, apontado como articulador do grupo e responsável por planejar as ações criminosas; Helry Monteiro Araújo, 37, com passagens por homicídio e porte ilegal de arma, que, segundo apurações da polícia, teria fornecido o veículo que deu apoio ao crime e escondido o primo Luan; e Vinícius Mahon Paiva, 26, suspeito de comprar os produtos roubados pelo grupo e revendê-los em uma loja de automóveis na capital.

Todos eles fazem parte de um grupo que roubava carros de motoristas de aplicativos e agia há, pelo menos, cinco meses. Outras 14 vítimas já foram identificadas. As informações sobre os primeiros cinco presos foram divulgadas pelo secretário, na sede do DHPP, na manhã da sexta-feira (14). A Polícia Civil apreendeu com o grupo dois carros, um revólver e um bloqueador de GPS.

No último contato que fez com a mulher, o motorista de aplicativo informou que estava realizando uma corrida na região do Bairro Mondubim e chegaria em casa em 20 minutos. Com a demora do marido, a mulher tentou fazer contato por telefone, mas não obteve êxito. Passou então a rastrear o carro, que apontou a localização próxima à região onde a vítima foi achada. Familiares chegaram a fazer buscas na área antes do achado do corpo.

A família de Alexandre Fernandes disse que quer realizar a cremação do corpo e entregar as cinzas aos pais dele, no Paraná, estado de origem da vítima. A Defensoria Pública do Estado do Ceará (DPCE) pediu na Justiça autorização para que o corpo do motorista seja cremado.

Manifestação

Na quinta-feira, motoristas de aplicativos organizaram uma carreata exigindo mais segurança para realizar o trabalho de transporte de passageiros. A manifestação ocorreu um dia depois do achado do corpo.

Segundo a Associação de Motoristas de Aplicativo (Amap), já são 11 condutores de aplicativos mortos durante o trabalho em 2020 em Fortaleza e na Região Metropolitana.

De acordo com a Secretaria da Segurança, uma comissão com sete representantes de motoristas de transporte de passageiros por aplicativos foi pela coordenadora de Planejamento Operacional da SSPDS, delegada Adriana Arruda, na noite desta quinta-feira (13).

A secretaria também informou que os profissionais de segurança já haviam intensificado as abordagens aos veículos que são identificados como oriundos de aplicativo e que estejam transportando pessoas.

"A SSPDS esclarece que acompanha os casos que são registrados contra motoristas de aplicativo e mantém um diálogo constante com os representantes da classe, no intuito de traçar ações de segurança voltados aos profissionais e passageiros", finalizou a Pasta.

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