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quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

Nordeste é a 2ª região que mais oficializou casamentos homoafetivos em 2019; índice caiu 4,9% no Brasil

 

                          Foto: Reprodução


Os casamentos civis entre pessoas do mesmo sexo realizados em 2019 registraram um declínio de 4,9% em relação ao ano anterior. De acordo com as Estatísticas do Registro Civil 2019, o Nordeste é a segunda região que mais teve casamentos homoafetivos (1.400). Na liderança está o Sudeste (5.509) e, depois do Nordeste, o Sul (1.191).


As informações foram publicadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira, 9. No ano passado, 9.056 casais resolveram oficializar sua união no Brasil. Em 2018, foram 9.520 casais. O total de casamentos homoafetivos registrados corresponde a somente 0,8% do total de uniões civis no País, que chegou a 1.024.676 registros.


Analisando o cenário da região Nordeste, o Ceará ocupa o terceiro posto em número de uniões civis entre pessoas do mesmo sexo com um total de 306 oficializações: 107 entre cônjuges masculinos e 199 entre cônjuges femininos. Pernambuco (341) e Bahia (325) estão nos dois primeiros lugares deste ranking.


O resultado dessa pesquisa mais atualizada contrasta significativamente com o levantamento que compara os anos de 2017 e 2018. Entre esse período, os casamentos civis entre pessoas do mesmo sexo dispararam no Brasil.


Segundo as Estatísticas de Registro Civil 2018, 9.520 casais homoafetivos decidiram se unir formalmente naquele ano, contra 5.887 em 2017 — um aumento de 61,7%.


Pesquisador há mais de 15 anos em temáticas como diversidade sexual, gênero e sexualidade, o antropólogo e jornalista Marcelo Natividade associa esse ligeiro decréscimo notado na pesquisa do IBGE a uma “onda conservadora de extrema-direita” a partir da eleição do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em 2018, que gerou receio por parte das minorias, incluindo o público LGBTQ+, as mulheres e os negros.


“A gente não está diante só do recuo da visibilidade do casamento, mas do receio de aparecer. Poderíamos falar que vivemos nos sucessivos governos do Partido dos Trabalhadores (PT) a insistência das políticas de aparecimento das minorias”, compara.


Natividade também é professor permanente do mestrado em avaliação da política pública da Universidade Federal do Ceará (UFC) e do programa integrado de pós-graduação em Antropologia da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab).


Ele acrescenta que, durante os governos petistas, o Nordeste foi alvo de grande investimento dessas políticas de igualdade social “por ser uma região em que se reconhece a necessidade de reparar os erros históricos” da negligência pública.


“Nas duas últimas décadas, que praticamente compuseram os governos PT, trabalhei em várias políticas públicas relacionadas a gênero e à diversidade na escola. Coordenei projetos de 20 municípios do Ceará para discutir direitos humanos com gestores da rede pública”, comenta.


O POVO Online

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