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terça-feira, 22 de dezembro de 2020

Ceará é líder em geração de empregos na construção civil no Nordeste

 


Um dos setores em processo de recuperação mais acelerado após o baque inicial da pandemia, a construção civil tem saldo positivo na criação de postos de trabalho, com 138 mil novas vagas de janeiro a outubro deste ano no País. Na esteira do crescimento nacional, o Ceará figura como o estado do Nordeste que mais gerou empregos no período, totalizando 6.702.

Depois dele, aparecem o Maranhão (4.963) e a Paraíba (2.971). Já no Brasil, ocupa a sexta posição do ranking, atrás de Minas Gerais (30.956), São Paulo (26.058), Paraná (18.444), Pará (11.403) e Goiás (8.954). O levantamento é da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), a partir de dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia.

O economista Alex Araújo explica que as mudanças no comportamento do consumidor, que precisou ficar mais tempo em casa e desenvolveu novas demandas para o ambiente, influenciaram o mercado imobiliário e, consequentemente, aqueceu a construção civil.

Além disso, a menor taxa de juros da história (2%) facilitou as negociações para o financiamento de imóveis. "A Selic deve continuar baixa. A previsão é que, se houver aumento, será a partir do segundo semestre. O setor, portanto, deve continuar aquecido", projeta.

Outro ponto, acrescenta, foi a alta da concorrência entre as instituições financeiras para conceder linhas de créditos específicas. "Mais bancos mostraram interesse pelo financiamento imobiliário e entraram numa briga entre eles, gerando uma condição favorável para o consumidor. Isso não ocorre apenas com a entrada das fintechs, que trouxe esse movimento, mas os próprios bancos de varejo estão nessa competição", avalia.

De acordo com o Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-CE), de janeiro a outubro, mais de 5,4 mil imóveis foram financiados no Ceará, o melhor resultado desde 2016. O setor retomou as atividades em 1º de junho, na primeira etapa de flexibilização estipulada pelo Governo do Ceará, com a redução do quadro de operários, limitado a 100 por obra. Atualmente, já opera com a capacidade total.

"Graças ao juro baixo, a construção civil conseguiu atravessar com firmeza esse momento de tantas incertezas, impostas pela Covid-19", avalia o presidente da entidade, Patriolino Dias. Ele aponta que, no primeiro semestre de 2020, as construtoras e incorporadoras praticamente não tiveram lançamentos, mas o estoque foi sendo consumido.

"Outro ponto é que as pessoas partiram para a segunda moradia, para terem um lazer, uma vez que as viagens ficaram muito limitadas. Agora, os lançamentos voltaram a acontecer, e essa tendência vai permanecer em 2021. Esperamos que a Selic continue baixa, porque, dessa forma, o mercado permanecerá aquecido", enfatiza, destacando que acredita na geração de 10 mil novos postos de trabalho no próximo ano. "Acreditamos que essa consolidação será muito importante para a recomposição do mercado de trabalho do nosso Estado".

O vice-presidente da área imobiliária do Sinduscon-CE e sócio da construtora Placic, José Carlos Gama, destaca que as obras públicas também foram cruciais para a recuperação do segmento no Estado. "A Prefeitura de Fortaleza fez vários empréstimos ao longo do ano. Isso foi o que mais movimentou o setor de construção. Enquanto isso, o segmento imobiliário ia vendendo o que havia no estoque. A partir de 2021, com os projetos que saíram das prateleiras, taxas mais baixas, a tendência é que continuemos em processo de crescimento", afirma.

INSUMOS

De acordo com o Termômetro da Indústria de Materiais de Construção, da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), em 42% das empresas associadas, o desempenho de vendas ao mercado interno em novembro foi considerado "muito bom". Para 37%, o período foi "bom".

INVESTIMENTO

Motivados pela taxa Selic a 2% ao ano, os fundos imobiliários se tornaram um dos principais compradores de ativos corporativos. Os fundos administrados pelo banco BTG Pactual, por exemplo, já investiram cerca de R$ 3,5 bilhões apenas neste ano.

DÉFICIT HABITACIONAL POR ESTADO

ESTADOS COM MAIORES DÉFICITS NO NORDESTE

Bahia: 555.635

Maranhão: 403.635

Ceará: 335.370

Pernambuco: 236.370

Piauí: 153.527

Paraíba: 151.674

Alagoas: 134.377

Sergipe: 107.581

Rio Grande do Norte: 96.388

DEMANDA NO NORDESTE ATÉ 2030

Maranhão: 360 mil unidades

Piauí: 143 mil unidades

Ceará: 507 mil unidades

Rio Grande de Norte: 197 mil unidades

Paraíba: 235 mil unidades

Pernambuco: 597 mil unidades

Alagoas: 199 mil unidades

Sergipe: 140 mil unidades

Bahia: 872 mil unidades

NORDESTE: 3,252 milhões de unidades


Fonte: Abrainc

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