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sábado, 14 de novembro de 2020

No CE, brancos ganharam 74,7% mais que negros e pardos em 2019



Apesar da luta crescente e constante contra o racismo nas últimas décadas, as diferenças salariais entre trabalhadores brancos e negros e pardos continuam gritantes. No Ceará, em 2019, os brancos ganharam cerca de 74,7% a mais que negros e pardos, segundo dados da Síntese de Indicadores Sociais, levantamento divulgado na quarta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A média de rendimento do trabalho principal dos brancos foi R$ 2.273 por mês, enquanto negros e pardos receberam apenas R$ 1.301 mensais. A diferença é a maior entre os estados do Nordeste.

O professor do curso de Economia Ecológica da Universidade Federal Do Ceará (UFC), Aécio Alves De Oliveira, lembra que, apesar de Redenção ter tido a primeira abolição da escravatura do Brasil, o Ceará ainda é culturalmente racista. "Isso se transporta para os empregadores. Essa diferença de salário é uma demonstração de que o empregador é racista", aponta.

Mesmo com um abismo ainda profundo, essa diferença diminuiu levemente na passagem de 2018 para 2019, ao sair de 76,8% - quando brancos ganhavam R$ 2.135 e negros e pardos R$ 1.207 - para 74,7%.

Sexo

O IBGE também demonstra a continuidade da diferença salarial entre homens e mulheres, embora em proporção menores que anos anteriores. No ano passado, os homens tiveram um salário médio mensal de R$ 1.683 contra ganhos de R$ 1.426 das mulheres. A diferença é de 18%. Em 2018, esse desequilíbrio era de 25,9% (R$ 1.621 para homens e R$ 1.287 para mulheres).

Oliveira ressalta que essa situação também é fruto de culturas discriminatórias. "As mulheres até já conseguiram reduzir bastante essa diferença, já ocupam cargos de liderança. Mas imagina uma mulher negra como ganha menos que outros trabalhadores. Menos que o homem negro, que a mulher branca e que o homem branco", pontua.

O professor ainda explica que a menor diferença salarial entre homens e mulheres nos últimos anos é explicada em parte pela redução da média salarial dos próprios trabalhadores do sexo masculino. "É importante lembrar que o salário dos homens diminuiu, se aproximando do das mulheres", conclui.


Diário do Nordeste

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