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sábado, 17 de outubro de 2020

Esquema criminoso de que policiais fariam parte teria movimentado R$ 2 milhões


 

Uma nova fase da operação Gênesis foi deflagrada ontem em Fortaleza e Caucaia. Dezesseis mandados de prisão e 16 de busca e apreensão foram cumpridos visando desarticular a ação de integrantes de uma organização criminosa formada, em sua maioria, por agentes e ex-agentes de segurança. Eles são suspeitos de diversos crimes, como extorsão, tráfico de drogas, comércio ilegal de arma de fogo e organização criminosa. Ao todo, três policiais militares e três policiais civis da ativa, nove suspeitos de tráfico de drogas e um ex-policial militar foram alvos da operação.

A primeira fase da operação havia sido deflagrada em 16 de setembro último, também tendo como alvo agentes de segurança. O promotor de Justiça Adriano Saraiva explica que os alvos dessa segunda fase tinham modus operandi semelhante aos da primeira fase. No entanto, os policiais alvos da operação de ontem não se limitaram apenas à pratica de extorsões: havia também comércio de entorpecentes e comércio ilegal de armas de fogo.

"O esquema funcionava assim: os policiais militares e policiais civis se reuniam com informantes. Esse informante escolhia um traficante e era feita simulação da compra de droga", explica Saraiva. "Nesse momento, o traficante era abordado e era feita a extorsão, oferecida a vantagem indevida". O promotor ainda afirma que além de receber o dinheiro, os policiais apreendiam a droga e as armas e revendiam esse material ilícito. Ainda conforme Saraiva, ficou constatada movimentação de mais de R$ 2 milhões oriundos da revenda.

Conforme o Ministério Público Estadual (MPCE), a investigação do esquema criminoso teve início no final do ano de 2016, durante apuração de delitos cometidos por uma facção criminosa responsável tráfico de drogas e armas, assaltos e homicídios na Grande Fortaleza. As escutas telefônicas, porém, se depararam com a ação criminosa de policiais. "Durante a investigação, no primeiro semestre de 2017, entre os meses de abril e agosto, foi possível identificar outras condutas delituosas envolvendo agentes da segurança pública com traficantes, que se estruturaram de forma organizada para realizar vários crimes e foram objeto dessa segunda fase da operação", informou o MPCE.

Na primeira fase da operação, o MPCE havia constatado a existência de uma organização criminosa encabeçada pelo policial civil aposentado Valberto Evangelista da Costa. Conforme a denúncia, os policiais escolhiam traficantes com considerável poder aquisitivo ou que já tinham antecedentes criminais para a extorsão, baseado em sistemas internos de informação policial. Foram alvo, além de Valberto, nove PMs, três policiais civis da ativa, e cinco supostos traficantes. Em 9 de outubro último, Valberto teve prisão preventiva convertida para prisão domiciliar por um prazo inicial por 30 dias.

A investigação foi feita pelo Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do MPCE, em parceria com a Coordenadoria de Inteligência da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS). A operação de ontem ainda teve apoio do Departamento Técnico Operacional (DTO) da Polícia Civil, da Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário (CGD), da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) e do Comando da Polícia Militar.

Em nota, a SSPDS, afirmou "que não compactua com desvios de conduta e atua em parceria com MPCE desde o início das investigações". Já a CGD afirmou que "já determinou a instauração de procedimentos disciplinares em desfavor dos policiais envolvidos nos fatos apurados na investigação" (Com informações de Rubens Rodrigues).


O POVO Online

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