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quarta-feira, 19 de agosto de 2020

PF deflagra operação no CE e 11 estados contra tráfico internacional

Operação Além-mar cumpriu 139 mandados de busca e apreensão e 50 de prisão. Grupos criminosos entravam com cocaína no Brasil por via aérea, distribuíam pelas rodovias e exportavam para a Europa por meio de portos

Legenda: O esquema desarticulado pela Polícia Federal focava na exportação de drogas pelo mar
Foto: GUSTAVO PELLIZZON

Uma megaoperação contra o tráfico internacional de drogas, intitulada Além-mar, foi deflagrada na manhã dessa terça-feira (18) pela Polícia Federal (PF) em 12 estados brasileiros, incluindo o Ceará, bem como no Distrito Federal. Foram cumpridos 139 mandados de busca e apreensão e 50 de prisão - sendo 20 preventivas e 30 temporárias. A maior parte das ações ocorre em São Paulo, no qual foram expedidos 22 mandados de prisão e 60 de busca e apreensão. No Ceará, um mandado de busca e apreensão foi cumprido pela Polícia Federal, mas o órgão não informou, até o fechamento desta reportagem, quem foi o alvo e o que foi sequestrado do local.

"A gente atuou de forma muito técnica, empregamos todos os recursos investigativos que são disponibilizados pelas leis, contamos com a parceria do Ministério Público Federal e da Justiça também entendendo como é importante esse desmantelo das organizações criminosas e hoje chegamos a esse resultado", afirmou a superintendente regional da PF em Pernambuco, Carla Patrícia Cintra.

Segundo a superintendente, a operação conseguiu desarticular quatro organizações criminosas que atuavam "de forma separada, mas coordenada". Três delas eram de São Paulo e uma de Pernambuco. A Justiça Federal determinou ainda o sequestro de sete aviões, cinco helicópteros, 42 caminhões e 35 imóveis urbanos e rurais (fazendas) ligados aos investigados e ao esquema criminoso, além do bloqueio judicial do valor de R$ 100 milhões. "Por mais que a gente tenha tentado retardar o cumprimento desses mandados, respeitando as normas sanitárias, a Justiça Federal teve toda sensibilidade e decidiu postergar os mandados em razão da pandemia. Mas o fato é que a organização criminosa continuou", ressaltou a delegada regional de Combate ao Crime Organizado em Pernambuco, Mariana Cavalcante, sobre a ação.
Esquema

Segundo as investigações realizadas pela Polícia Federal, o esquema criminoso começava com a compra de cocaína na Bolívia. Os entorpecentes ficavam escondidos no Paraguai até que um helicóptero ou um avião da organização criminosa vindo de São Paulo ia até o local para fazer a sua retirada e transporte aéreo. Conforme a delegada, houve predomínio do uso de helicópteros, pois eles "são menos suscetíveis ao sistema de fiscalização do espaço aéreo".

Em seguida, por meio de caminhões-tanque, os traficantes faziam o deslocamento da cocaína por meio terrestre até pontos de depósito nos quais as drogas ficaram escondidas até a sua retirada para os portos brasileiros, em especial o do Rio Grande do Norte.

Segundo a PF, um dos grupos criminosos, com sede em Recife, é formado por empresários do setor de transporte de cargas, funcionários e motoristas de caminhões. Eles organizavam a logística de transporte dos entorpecentes, o armazenamento e até a ocultação em contêineres para transporte em navios de carga ou veleiros.

Por fim, as apurações mostraram que o produto de toda essa logística iria abastecer os mercados europeu e africano. Segundo Mariana Cavalcante, os principais portos de destino da cocaína eram de países como Espanha, Bélgica, França e Holanda.

Uma última facção criminosa, também natural de São Paulo, atuava na lavagem de dinheiro do grupo, como se fosse um banco paralelo. As investigações apontaram que essa célula utilizava empresas fantasma ou nomes de "laranjas" para movimentar recursos ilícitos.

Fonte: Diário do Nordeste

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