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quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

Homem é preso suspeito de induzir criança a ingerir bebida alcoólica e estuprá-la no Ceará

Foto: Reprodução
A Polícia Civil do Ceará prendeu na noite dessa quarta-feira (1º) um homem de 40 anos suspeito de estuprar uma menina de 11 anos no município de Pacatuba, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) após levá-la para um culto de Ano-Novo. Conforme polícia, a criança foi induzida a ingerir bebida alcoólica antes de ser abusada sexualmente. A mulher do homem, que estava no local do crime, também é investigada.

Segundo o inspetor Antônio Moraes, da Delegacia Metropolitana de Maracanaú, a criança, que conheceu o casal em cultos frequentados pela família da vítima em uma igreja, foi até a residência do suspeito na terça-feira (31) após um convite do homem para uma celebração de Ano-Novo.

“Os pais informaram que, há algum tempo, ele persuadia e aliciava a vítima pelo Whatsapp e, quando foi no último dia do ano, ele conseguiu convencer a criança a passar a noite na casa deles. Um cara de 40 anos consegue persuadir, manipular a mente de uma criança de 11 anos. Ela foi para passar o Ano-Novo lá e, a família, ao perceber o sumiço da filha, acionou a Polícia e registrou um Boletim de Ocorrência."

Viagem até Pacatuba

A garota, que estava em uma confraternização com os pais em Fortaleza, fugiu do local e encaminhou-se, até o terminal de ônibus da Parangaba, onde solicitou a um mototáxi que a levasse até o endereço do suspeito.

Em depoimento à Polícia Civil, a criança afirmou que, após o culto, por volta da meia-noite de quarta-feira, o casal a levou para a casa deles. “Ele pagou para ela ir até lá. Na residência, o casal, que tinha comprado duas garrafas de vinho, convenceu a garota a ficar na varanda com ele. Lá, deram bebida alcoólica para a menina e, na frente da companheira, ele começou as investidas sexuais, tocando nas coxas da criança.”

Ainda segundo a Polícia, o casal e a menina se dirigiram até um dos quartos da residência. No aposento, os três se acomodaram em uma cama, onde os assédios contra a criança continuaram. “Ele a levou para o quarto. Após um tempo, ele pediu para que a companheira saísse de lá. Em seguida, trancou a porta e a mulher insistentemente bateu para que ele abrisse, mas o homem passou cerca de 40 minutos sem atendê-la.”

Para a Polícia, a vítima informou que o suspeito, ignorando os chamados da companheira, a estuprou.

Volta para casa e denúncia

De acordo com o inspetor, apesar de a família ligar insistentemente para saber o paradeiro da filha, nenhuma das ligações foram atendidas. Contudo, na tarde dessa quarta-feira (2), a garota entrou em contato com os familiares, informando que estava voltando para casa.

Ao se encontrar com os pais, a garota informou apenas parte dos abusos: “Ela disse para o pai, inicialmente, que o suspeito só a tinha beijado. Porém, desconfiado, ele acionou a polícia, para que o caso pudesse ser esclarecido.”

Antônio Moraes disse que, um exame de corpo de delito feito pela Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) comprovou a violência sofrida pela criança. “Além do depoimento da companheira dele e da própria vítima, o exame aferido confirma o que aconteceu.”

O inspetor informou que o homem negou o estupro, mas foi preso em flagrante ainda na casa onde garota diz ter ocorrido o crime. “Ele negou o tempo todo, até por ser vigilante, sabe que é um crime grave, de 8 a 15 anos de reclusão . Ele apenas confessou que a levou para o quarto e que esteve com a vítima, mas que não praticou o ato”, afirmou o policial civil.

Mulher investigada

O vigilante foi autuado em flagrante por estupro de vulnerável e no Artigo 243 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), por fornecer bebida alcoólica a uma criança. A mulher, conforme o inspetor, é investigada pela Polícia.

"A Polícia ainda está investigando se houve participação da mulher. A priori, não foi detectada a participação dela, mas as investigações vão continuar. O inquérito tem dez dias para ser concluído e, se durante esses dez dias, for detectado que houve a participação dela, com certeza irá responder por co-autoria no estupro de vulnerável."

O policial civil salientou ainda a importância de relatar casos como esses para polícia e falou também sobre o cuidado que os pais devem ter com os filhos em relação às redes sociais. “A gente sempre recomenda aos pais a não se conformarem apenas com o depoimento da vítima. É necessário conduzir o caso ao Conselho Tutelar, a uma delegacia especializada. Procure ajuda, procure a Polícia”, finalizou.

Fonte: G1 CE

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