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quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Saúde: Itapajé tem aumento nos casos de sífilis

Foto: Reprodução/Dados dos Casos
Em 2018, ao mesmo tempo que o Ceará registrou 2.306 casos de sífilis congênita em gestantes, também teve o maior acumulado de diagnósticos em nove anos. Com este número, a taxa de detecção em mulheres grávidas foi de 17,6 por 1.000 nascidos vivos, enquanto no ano de 2010 a média era de 3,9. Os dados constam no boletim epidemiológico da Secretaria Estadual da Saúde (Sesa).

Ainda no ano passado, 84,7% das mães de crianças com sífilis congênita fizeram pré-natal, 13,4% não fizeram e 1,95% apresentaram a informação ignorada. Cerca de 60,2% tiveram diagnóstico de sífilis durante o pré-natal, 34,1% no momento do parto/curetagem, 3,0 % após o parto e 0,5% não tiveram diagnóstico, além de 2,2% estarem notificados como “ignorados”.

“Quando cada gestante inicia pré-natal, a gente faz o teste rápido de sífilis. Se der negativo, ela repete o exame com 28 semanas, e depois no parto. Se der positivo, a gente solicita o teste complementar e já inicia o tratamento”, detalha a obstetra da Maternidade Escola Assis Chateaubriand (Meac), Jordana Parente.

Durante a gestação, ela recebe três doses de penicilina benzatina — o benzetacil — uma, por semana. Depois do parto, o teste deve continuar sendo feito a cada três meses. Segundo a médica neonatologista da Meac, Zilma Macedo, o tratamento da mãe previne a passagem da bactéria para a criança.

“Se a mãe foi tratada, a criança é considerada exposta, mas não é notificada e não precisa de tratamento. Porém, se a criança nasce com sintomas ou indicadores maiores que o da mãe, nos exames, a gente trata”, pontua Zilma.

Mulheres fora da situação de gravidez e homens devem buscar tratamento nas unidades básicas de saúde, caso sejam diagnosticados. Após o tratamento com penicilina, o paciente continua sendo acompanhado para verificar o controle da doença.

Tipo

Já a sífilis adquirida, cuja transmissão acontece por relações sexuais, também vem afetando cada vez mais cearenses. Em nove anos, o Estado anotou 10.794 casos. Cinco anos atrás, a taxa era de 7,6 casos por 100 mil habitantes. Em 2016, os registros subiram para 15,9 casos a cada 100 mil habitantes. Até setembro deste ano, o Ceará registrou uma taxa de 30,8, porém, espera-se que novos casos sejam contabilizados até o fim de 2019.

“A taxa pode tanto aumentar como superar a do ano passado, também. A gente não tem como dizer porque as notificações chegam com um certo atraso. Não acredito que supere, mas deve aumentar até o final do ano, com certeza”. Ela explica que o Ceará acompanha uma tendência nacional de aumento do número de casos da doença, que chegou a ser reconhecida como epidemia pelo Ministério da Saúde.

Itapajé

Ainda de acordo com os boletins epidemiológicos da Secretaria Estadual da Saúde, em 2018 foram registrados 03 casos de sífilis em gestantes em Itapajé, taxa de detecção de 4,2 por 1.000 nascidos vivos. No mesmo ano foi registrado um caso de sífilis congênita e quatro casos adquiridos da doença.

No mesmo boletim os números mostram que até 10 de outubro deste ano houve aumento significativo dos casos no município. Em 2019 já foram registrados 12 casos de sífilis em gestantes, taxa de detecção de 23,2 por 1.000 nascidos vivos, aumento de 300%. Os casos de sífilis congênita neste ano chegam a 05 e 03 de sífilis adquirida.

Fonte: Atitude FM

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