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sexta-feira, 30 de agosto de 2019

Jovem com paralisia cerebral comemora 18 anos em hospital onde é acompanhada desde o nascimento em Fortaleza

Jovem completou 18 anos em hospital de Fortaleza — Foto: Kid Junior/SVM


Acompanhada desde o primeiro ano de vida no Hospital Infantil Albert Sabin (Hias), no Bairro Vila União, em Fortaleza, Vitória Pereira comemorou os seus 18 anos em uma festa na própria unidade de saúde. A celebração também marcou a despedida da jovem, que agora vai será atendida no Hospital Dr. Waldemar de Alcântara, no Bairro Messejana.

No local, a decoração, em tons de rosa e lilás, veio acompanhada de um grande bolo na cor rosa e deixou em evidência a relação afetiva entre Vitória Pereira, os funcionários do hospital e demais pacientes do hospital. De acordo com a mãe da jovem, Edna Maria Pereira, 39, o momento foi de gratidão e emoção.

“Só tenho a agradecer por esse período. Se não fosse o tratamento humanizado deles, a minha filha não estaria viva hoje. Aqui, eu fiz uma família. Quando eu preciso, o pessoal [do hospital] sempre está disponível para me ajudar”, desabafa a dona de casa.

O aniversário contou com a presença da equipe médica que participou do tratamento de Vitória, de funcionários do hospital e de familiares da cearense.

A festa aconteceu no espaço Cidade da Criança, um anexo dentro da própria unidade de saúde e que funciona como ambiente lúdico de brincadeiras e descontração para as crianças internadas no Hias. O hospital é referência no a de alta complexidade e tratamento de doenças graves em crianças.



Festa foi montada em hospital e veio acompanhada de um grande bolo na cor rosa. — Foto: Kid Junior/SVM


Obstáculos e superação

O caminho de Vitória até conseguir tratamento no Hias não foi fácil. “Ela sangrava pelos ouvidos, tinha convulsões. Estava muito doente”, relata sua mãe, Edna Pereira. À época, a pequena tinha cerca de um ano quando chegou ao hospital e foi encaminhada diretamente para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Albert Sabin, onde ficou internada por seis meses.

“A equipe médica falou comigo e disse que a minha filha não iria sobreviver. Mesmo assim, eu pedi muito a Deus que ele me deixasse com ela do jeito que fosse. Deus ouviu meu pedido. Quando eu cheguei de volta ao hospital em um dia, ela havia recebido alta da UTI”, conta dona Edna.

Entre internações e altas, Vitória pôde ir para casa, mas ainda precisava de um acompanhamento médico próximo. Ela passou a integrar o quadro de pacientes do Programa de Assistência Domiciliar (PAD) do Hias.

De acordo com Luiz Carlos Rebouças, médico do PAD que ficou responsável por Vitória, ela tinha consultas com pediatra, nutricionista, fisioterapeuta, ortopedista e neurologista em sua residência.

“Visitamos a Vitória muitas vezes. Vimos toda a situação com os cuidados em casa. Se há ajuda, se o pai é presente, se a família tem o cuidado e apoio necessário. Até dei conselhos, algumas vezes”, conta o profissional.


Fonte: G1 Ceará

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