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terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Parentes de presos denunciam maus tratos e tortura em nova gestão nos presídios do Ceará

Esposas e familiares de detentos denunciam maus tratos sofridos por presos dentro do sistema penitenciário do Ceará. Segundo elas, os internos estão sendo torturados e passando fome e sede.

Com rostos cobertos por máscaras, as mulheres se reuniram em frente ao Sistema Jangadeiro com cartazes para reivindicar os direitos de seus familiares. De acordo com as manifestantes, desde a posse do atual secretário de Administração Penitenciária, Luís Mauro Albuquerque, os detentos estão bebendo água imprópria.

“Os presos estão sem visita desde o dia 3 de janeiro. Foram tirados tudo dos internos, colchões e fardas. Tem preso que passa dias sem beber água”, informou uma manifestante, que optou por não se identificar.

A mulher acrescenta que as medidas da pasta foram adotadas para garantir a ressocialização dos detentos. “Que tipo de ressocialização é essa?”, questiona.

Os familiares reivindicam também o direito de visitar os presos, direito suspenso desde a onda de ataques no Ceará no último mês de janeiro. Além disso, segunda elas, até os advogados dos internos estão impedidos de entrar nas penitenciárias.

“Tem preso que está com a mão quebrada por ter apanhado. No IJF, há uma ala só de detentos com fraturas”, ressalta outra manifestante. O protesto foi realizado na tarde desta segunda-feira (18).

Durante um debate sobre a onda de ataques no último mês de janeiro, Cláudio Justa, membro do Copen, denunciou torturas institucionais dentro dos presídios durante as intervenções. Segundo ele, instituições, como o Copen, estão sendo impedidas de entrar nas unidades para fiscalizar as ações.

“Naquelas unidades que estão sob intervenção disciplinar, eles não entram. Tem uma portaria da anterior Secretaria de Justiça que diz que todas as instituições de direitos humanos e de fiscalização devem acompanhar as intervenções. É justamente o contrário”, denuncia Justa.

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