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terça-feira, 21 de agosto de 2018

Órgãos temem influência de facções criminosas na eleição

A presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE), desembargadora Nailde Pinheiro, afirmou nesta terça-feira (21), que deverá solicitar o reforço de tropas federais para garantir a segurança das eleições no Ceará. A informação foi concedida durante entrevista aos veículos do Grupo Cidade de Comunicação. 

Nailde Pinheiro comentou sobre as ameaças de grupos criminosos em bairros de Fortaleza que vêm preocupando a Justiça Eleitoral. Por conta disto, deverá se reunir com o governador Camilo Santana para decidir sobre o pedido de força federal para reforçar a segurança durante o pleito. "Estamos analisando a situação para dar garantia de tranquilidade ao eleitor", disse a desembargadora. 

De acordo com Nailde Pinheiro, no encontro que os presidentes de Tribunais Eleitorais tiveram em Brasília, com a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Rosa Weber, a questão da segurança das eleições foi um dos pontos tratados. No Ceará, o TRE já reuniu os juízes eleitorais, que mostraram temor com a presença de representantes de facções criminosas em vários bairros da capital, impondo suas forças e amedrontando o eleitorado.

O emprego de forças federais também é defendido pelo Ministério Público Eleitoral. Para o procurador regional eleitoral Anastácio Tahim, o reforço militar ostensivo nas regiões mais vulnerabilizadas do estado é necessário para evitar nova modalidade de abuso de poder e, igualmente, a perpetração do delito descrito no art. 301 do Código Eleitoral. Ele avalia que a prática criminosa põe em risco tanto a segurança do povo cearense quanto a liberdade política de expressão e de voto, "o que avilta a legitimidade das eleições e fragiliza a democracia brasileira".

Sobre as facções, o procurador destacou sua influência para criar um poder paralelo. "Essas facções ensaiam implementar um Estado paralelo em vários bairros e comunidades da capital e do interior, determinando diversas condutas sociais, demarcando áreas e executando punições aos 'infratores'", argumenta. 

O procurador eleitoral lembra, ainda, que o crime já financia a política em muitos estados e que associações criminosas buscam cada vez mais a infiltração no ambiente institucional e político. "Com isso, a arregimentação coercitiva dos eleitores habitantes dos espaços controlados por esses ousados e equipados grupos consubstancia uma prática iminente, a qual exige uma postura preventiva e repressiva, prontificada e contundente, por parte da Administração Pública, Federal inclusive, especialmente em período de campanha eleitoral", defende Tahim.

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