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sexta-feira, 29 de junho de 2018

Apesar das chuvas dentro da média, Ceará ainda tem 63,2% do seu território com algum nível de seca

O Monitor de Secas do Nordeste apontou que o Ceará tinha, em maio deste ano, 36,76% do seu território sem seca relativa, ou seja, sem impactos negativos a curto e longo prazos. Apesar de indicar um dos melhores cenários desde 2014, quando teve início o processo de acompanhamento por meio da ferramenta, a situação ainda é preocupante, pois 63,24% do Estado ainda possui algum nível de seca.

Conforme o supervisor da Unidade de Tempo e Clima da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), meteorologista Raul Fritz, as chuvas deste ano e do ano passado, que ficaram em torno da média, ajudaram a melhorar o quadro de severidade da seca.

“As chuvas de 2018 tiveram uma contribuição muito importante para o cenário de maio deste ano, no centro-norte do Estado, principalmente. Porém, essa região já mostrava-se com níveis reduzidos após o final da quadra chuvosa de 2017. Naturalmente, já no segundo semestre, em que praticamente não chove, a região encontrava-se seca porém nos níveis menos severos”, relata Fritz.

Ao comparar com os dados referentes ao mês de abril de 2018, a variação da área sem seca não foi tão significativa, saindo dos 36,82% para 36,73%. Considerando o recorte por níveis, pelo segundo mês consecutivo, o Ceará não apresentou nenhuma taxa do seu território classificado em seca extrema ou excepcional, que são os piores níveis.

Conforme o último mapa, a porção atingida pela seca grave, que é o terceiro em gravidade segundo o Monitor de Secas, engloba uma área de 2,82% do Estado e está localizada no sudoeste do Sertão Central e Inhamuns. Já em 2017, no mesmo mês de maio, o Ceará tinha 41,88% do seu território sem seca, porém, possuía 4,65% com seca extrema e 30,84% com seca grave.

“O Ceará ainda tem boa parte do seu território com algum nível de seca porque, apesar deste ano ter sido o melhor dos últimos sete anos, ainda houve irregularidade na distribuição das chuvas pelo Estado. Ocorreu um grande veranico em março e o mês de maio não foi bom, com exceção da região que acompanha o litoral. Também houve mais concentração de chuva este ano em determinadas áreas em detrimento de outras”, explica o pesquisador da Funceme.

Economia de água

Apesar dos esforços do Governo do Ceará para manter a sustentabilidade dos recursos hídricos por meio de obras e ações, é preciso continuar a economizando água. Afinal, o Estado viveu um dos seus momentos mais críticos entre 2012 e 2016.

“Ainda não saímos dela [seca]. Infelizmente a primeira coisa que a chuva lava é nossa memória, porém, precisamos ter sempre um olhar para futuro, sempre pensando no contexto em que vivemos”, comenta o presidente da Funceme, Eduardo Sávio Martins.

Conforme a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), os açudes do Estado estão com 16,4% do seu volume total. As chuvas de 2018 que caíram na bacia de contribuição do Açude Castanhão – o maior reservatório do Ceará e uma das maiores barragens de múltiplos usos do Nordeste – elevaram as suas reservas de 2,08% para 8,07%, entre fevereiro e o fim da quadra chuvosa.

Contudo, é necessário ressaltar que os níveis ainda são baixos, visto que o Castanhão é um reservatório estratégico não só para o Vale do Jaguaribe – onde estão várias cidades de porte médio e a maior área irrigada do Estado –, como para a Região Metropolitana de Fortaleza. A capacidade total do Castanhão é de 6,7 bilhões de metros cúbicos.

“Dos 155 reservatórios monitorados pela Cogerh, ainda temos seis vazios. Mais de 80 deles estão abaixo dos 30%. Em dezembro de 2017 nós tínhamos 102 municipalidades em estado de emergência. Este é o tamanho da crise. Nós não vamos sair dela de uma hora para outra, somente se tivermos um ano excepcional [de chuvas] como em 2004 e 2009, por exemplo. Seca é um problema histórico da nossa região, do nosso Estado. As marcas estão em nossa história”, reforça o gestor do órgão estadual.

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