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segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

Cesta básica de Fortaleza fecha 2020 com alta de 23,37%, com maior peso do óleo, arroz e farinha

No Brasil, os preços também subiram em todas as capitais pesquisadas.

Arroz foram um dos produtos que mais subiram de valor na Capital (Foto: Thais Mesquita)

Os preços do conjunto de alimentos básicos, necessários para as refeições de uma pessoa adulta, aumentaram 23,37% em Fortaleza no fechamento de 2020. O valor de R$ 534,96 da cesta básica compromete 55,4% do salário mínimo líquido, e o fortalezense que ganha este rendimento tem de trabalhar 112 horas e 37 minutos para poder adquirir os produtos.

Chamaram atenção, principalmente, as altas acumuladas no ano de 118,32% no preço do óleo, 88,29% do arroz e de 50,51% da farinha, superando as subidas registradas nas outras capitais pesquisadas do Nordeste (Aracaju, João Pessoa, Natal, Recife e Salvador). Porém, na capital cearense, houve elevação em todos os 13 produtos que compõem a cesta básica. Os dados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos (tomada especial devido à pandemia do coronavírus), realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Os menores encarecimentos em Fortaleza ficaram por conta da banana (0,99%), manteiga (6,92%), café (8,7%) e pão (12,97%). O Dieese não mostrou dados da alta da batata, mas também ficaram mais caros: carne (21,02%), leite (27,81%), feijão (28,67%), açúcar (34,82%) e tomate (44,77%).

Brasil

No Brasil, os preços subiram em todas as capitais. As maiores altas foram registradas em Salvador (32,89%) e Aracaju (28,75%). Em Curitiba foi observada a menor elevação (17,76%). Entre novembro e dezembro de 2020, o custo da cesta foi maior em nove cidades e menor, em oito; com destaque para as elevações de João Pessoa (4,47%), Brasília (3,35%) e Belém (2,96%). As maiores diminuições foram registradas em Campo Grande (-2,14%) e Salvador (-1,85%).

Em São Paulo, capital onde foi realizada coleta presencial desde o início da pandemia, a cesta custou R$ 631,46, com alta de 0,36% na comparação com novembro. Em 2020, o preço do conjunto de alimentos subiu 24,67%.

Salário mínimo e tempo de trabalho

Com base na cesta mais cara que, em dezembro, foi a de São Paulo, o Dieese estima que o salário mínimo necessário deveria ser equivalente a R$ 5.304,90, o que corresponde a 5,08 vezes o mínimo vigente no fechamento de 2020, de R$ 1.045. O cálculo é feito levando-se em consideração uma família de quatro pessoas, com dois adultos e duas crianças.

O tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta para o conjunto das capitais, considerando um trabalhador que recebe salário mínimo e trabalha 220 horas por mês, foi, em dezembro, de 115 horas e 08 minutos, maior do que em novembro, quando ficou em 114 horas e 38 minutos.

Quando se compara o custo da cesta com o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social (alterado para 7,5% a partir de março de 2020, com a Reforma da Previdência), verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em dezembro, na média, 56,57% do salário mínimo líquido para comprar os alimentos básicos para uma pessoa adulta. Em novembro, o percentual foi de 56,33%.

Alta em todas as capitais

Em 2020, a maior parte dos produtos apresentou elevação de preços em todas as capitais, causada, principalmente, pela desvalorização cambial, pelo alto volume das exportações e por fatores climáticos, em decorrência de longos períodos de estiagem ou de chuvas intensas.

O preço médio da carne bovina de primeira registrou alta em todas as capitais, por diversos motivos: intenso ritmo de exportação, principalmente para a China; baixa disponibilidade de boi gordo no pasto; elevação nos preços de importantes insumos pecuários importados; e aumento no valor dos insumos de alimentação, como o milho e o farelo de soja.

O leite UHT e a manteiga tiveram aumento de preços em todas as cidades. Na maior parte do ano, foram verificados baixos estoques nacionais de leite no campo e custos elevados de produção, principalmente de insumos como soja e milho; além de problemas climáticos, como chuvas irregulares e secas extremas.

arroz agulhinha também foi “vilão” em 2020 e a alta de preço passou a ser mais intensa após abril desse ano. Os motivos que se destacaram foram a desvalorização do real frente ao dólar, que aumentou o custo de produção e elevou o volume de grão exportado; a diminuição da área plantada nos últimos anos; e, o abandono da política de estoques reguladores por parte do governo.

A trajetória do preço médio do óleo de soja foi de alta ao longo de 2020; e, entre dezembro de 2019 e dezembro de 2020, todas as capitais tiveram aumento nos preços. O Brasil exportou um elevado volume de soja e derivados, devido ao real desvalorizado em relação ao dólar e à forte demanda externa.

A batata, pesquisada no Centro-Sul, teve o valor aumentado em todas as cidades na comparação entre o preço de dezembro de 2019 e dezembro de 2020. O clima foi um fator com grande impacto nas altas de preço do tubérculo ao longo de 2020. Houve redução na oferta da batata, principalmente naquela de melhor qualidade.

preço do quilo do açúcar aumentou em todas as cidades. Mesmo com maior produção de cana-de-açúcar, as exportações aquecidas limitaram a oferta interna. O preço médio da farinha de trigo e do pão francês aumentou em todas as capitais. Como o Brasil não produz a quantidade de trigo suficiente para o consumo interno, é necessária a importação. O real desvalorizado frente ao dólar encareceu muito o trigo e seus derivados.

valor do tomate apresentou elevação em todas as capitais, na comparação de dezembro de 2019 e dezembro de 2020. Redução de área plantada e fatores climáticos foram os motivos que influenciaram na alta do fruto.


O POVO Online

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