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quarta-feira, 18 de novembro de 2020

Cenário indica que CE não sofrerá influência de El Nino, dizem institutos nacionais

 


O cenário climatológico atual apresenta fator positivo para as precipitações no Ceará em 2021. As condições indicam que o Estado não vai sofrer a influência do El Niño pelo menos até o final do primeiro semestre do próximo ano, conforme meteorologistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O El Niño é um fenômeno associado à redução de chuvas no Nordeste brasileiro. Há, contudo, que se ressaltar que outros fenômenos interferem na ocorrência de chuvas e que o cenário pode se modificar.

As condições atuais indicam a influência do La Niña — caracterizado pelo resfriamento das águas do Oceano Pacifico Equatorial — até pelo menos o mês de maio. Assim, o fenômeno atua para a ocorrência de volumes de chuva dentro da média na pré-estação chuvosa (dezembro e janeiro).

De acordo com Morgana Almeida, meteorologista do Inmet, no horizonte de 2021 "não temos indicação de El Niño". Mesma análise de Leydson Galvíncio, pesquisador do Grupo de Previsão Climática do Centro de Previsão de Tempo e Meteorologia (Cptec) do Inpe. Ele afirma que "até agosto do ano que vem, a gente não tem indícios de que vá ocorrer El Niño". "O La Niña vai influenciar até por volta de abril e maio, após isso as condições oceânicas serão neutras", diz Leydson.

Conforme Morgana, há influência consolidada do La Niña com probabilidade acima de 70% de a atuação do fenômeno perdurar em março, abril e maio. Isso porque águas mais frias causam mudança na circulação dos ventos globais. "Quando há esse resfriamento próximo à costa do Equador, há uma mudança na circulação geral com mais chances de gerar nuvens de chuva na porção norte e nordeste. Por outro lado, na região sul, o fenômeno causa escassez de chuvas", explica.

O fenômeno já tem resultado em chuvas em novembro. Até ontem, Ceará registrou 19.9 milímetros de chuvas. Desvio 245.8% maior que a normal para o mês (5.8 mm). "Na segunda quinzena de novembro, indica que vamos ter áreas de instabilidade e grande chance de chuvas pontuais, principalmente Centro Sul e Cariri. É uma previsão de curto prazo que é diariamente atualizada", aponta Morgana.

Leydson, contudo, afirma que "as condições de La Niña já existem mas a consolidação deve ser no início do verão, de dezembro para janeiro". Ele explica que diferentes modelos utilizados no Inpe indicam projeções de chuvas abaixo, na média e acima da normal para a pré-estação. Além do La Niña, outros fenômenos influenciam nas precipitações do período. "Os alísios de sudeste deslocam a umidade vinda do oceano. Isso vai interferir negativamente", explica.

A Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), por sua vez, não apresenta prognóstico para o período. "Quando a gente tem o La Niña, as chuvas ficam dentro da média para o período. Não significa que vai chover mais. Na pré-estação, a gente tem a atuação de Vórtices Ciclônicos de Altos Níveis, também pode ter influência de condições de instabilidade que favorece a formação de chuvas no sul do Ceará", acrescenta Meire Sakamoto, meteorologista e gerente de meteorologia da Funceme.

2020
Neste ano, pela primeira vez na década, o Ceará acumulou precipitações acima da média histórica durante os quatro meses da estação chuvosa. No período, todas as macrorre-giões tiveram registros acima da média.


O POVO Online

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