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terça-feira, 6 de outubro de 2020

Óleo e arroz foram os itens com maior variação na cesta básica de Fortaleza em setembro


 

Na passagem de agosto para setembro, a cesta básica em Fortaleza inflacionou cerca de 5,11%, com destaque para os itens óleo e arroz, que variaram 32,63% e 24,12%, respectivamente. Os dados são referentes a pesquisa divulgada nesta terça-feira (6), pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

De acordo com a pesquisa, todos os componentes da cesta tiveram variação positiva em setembro. Na passagem de um mês para o outro, a cesta básica da Capital teve um aumento de R$ 23,62, indo de R$ 462,13 em agosto, para R$ 485,75 em setembro.

Para Reginaldo Aguiar, supervisor técnico DIEESE Ceará, alguns itens, como a carne, podem continuar sofrendo elevações pelas dinâmicas do mercado internacional, com aumento das exportações e elevação do dólar, o que gera um maior desabastecimento no mercado interno.

Veja o preço dos itens:
Carne (4,5kg): R$ 157,23
Leite (6L): R$ 28,74
Feijão (4,5kg): R$ 33,21
Arroz (3,6kg): 19,04
Farinha (3kg): R$ 11,49
Tomate (12kg):R$ 62,28
Pão (6kg): R$ 75,00
Café (300g): R$ 5,29
Banana (7,5 dz): R$ 42,38
Açúcar: R$ 8,43
Óleo (900ml): R$ 6,95
Manteiga (750g): R$ 35,71

Aguiar pontua que a carne é um dos itens que mais pesam na composição da cesta básica. Segundo a pesquisa, a proteína sofreu alta de 4,74%. O supervisor técnico ainda aponta que o atual cenário "é uma extensão dos mesmos fatores vistos em 2019".

"A carne é um item que desde o fim de 2019 tem tido o preço afetado, com o aumento das exportações, que desabasteceram e encareceram o produto dentro do mercado interno .Os produtores falam que os preços vão continuar altos, porque até a compra de animais está dificultada. Então, a expectativa é que, enquanto se tiver aumento nas exportações, e o dólar mais caro, nós ainda teremos preços elevados", comenta.

Para adquirir todos os 12 itens considerados básicos, o trabalhador que ganha um salário mínimo líquido, sendo retirado o desconto de 7,5% da Previdência Social, teve que comprometer cerca de 50,25% dos seus rendimentos para adquirir os alimentos em setembro. Em agosto, o percentual foi de 47,81%.

Expectativas
Aguiar pondera que se as exportações e o preço do dólar se mantiverem, os valores devem continuar no patamar atual, sem elevações. Mas, caso haja uma pressão do mercado interno, em detrimento as festas de final de ano, os preços podem subir.

Ainda segundo o supervisor técnico estima que os preços, principalmente da carne, pode sofrer uma maior pressão pelas festas de final de ano, já que o consumo é maior no período e isso ocasionaria o aumento da demanda interna. Caso não se tenha grandes festividades, a expectativa é que os preços se mantenham.

Comparativos
A pesquisa ainda aponta que o valor dos alimentos estão mais caros que no início da pandemia. Em março deste ano, a soma dos 12 itens alimentares custavam R$ 475,11 e em setembro chegaram à R$ 485,75. No mesmo período do ano passado, a cesta básica estava estimada em R$ 384,17.

Fortaleza ocupou o décimo lugar entre as cestas básicas mais caras do país. No mês, o gasto com alimentação de uma família padrão (2 adultos e 2 crianças) foi de R$ 1.457,25. Em relação ao tempo médio de trabalho, foi necessário desprender 102h e 16 minutos da jornada de trabalho mensal para adquirir os itens da cesta básica.


G1 CE

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