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sexta-feira, 9 de outubro de 2020

Indústria e comércio registram crescimento recorde em agosto


 

A demanda reprimida pela paralisação das atividades presenciais e a incerteza instaurada na economia em decorrência da pandemia de Covid têm contribuído para impulsionar os resultados do setor produtivo cearense nos meses pós-reabertura. Após registrarem resultados positivos em julho, a indústria e o varejo do Estado apresentaram crescimento de 5,7% e 9,5% em agosto, respectivamente.


Os dados representam os melhores resultados para o mês dentro da série histórica das pesquisas divulgadas ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Além da demanda reprimida que, sustentada consideravelmente pelo pagamento de recursos emergenciais à população, vem proporcionando uma visão menos nebulosa para a atividade econômica cearense neste fim de ano, o reforço das chuvas, mais generosamente distribuídas em 2020, parece arrematar as expectativas cada vez menos pessimistas. De acordo com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), também divulgado ontem pelo IBGE, a estimativa é que a produção cearense de grãos cresça 42% neste ano em relação à safra obtida em 2019.

O diretor geral do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), João Mário França, avalia que os números positivos estão fortemente sustentados em dois fatores: pagamento do auxílio emergencial, permitindo que as famílias mais pobres consumissem o básico e que a economia conseguisse se manter aquecida, e o Plano de Retomada Gradual das Atividades Econômicas do Governo do Estado.

"Há dois fatores que devem ser destacados: o plano gradual de retomada das atividades, iniciado em junho e que vem seguindo sem nenhum tipo de retrocesso, como ocorreu em outras cidades brasileiras; e outro aspecto muito importante é o auxílio emergencial, que conseguiu sustentar a demanda. Sem o recurso, não seria possível consumir o básico. E, à medida que o comércio vai vendendo, vai crescendo a demanda da indústria, então toda uma cadeia vai sendo alavancada", detalha o diretor geral do Ipece.

Ele reforça que a paralisação das atividades ocorreu justamente em um momento no qual "não adiantaria manter o funcionamento presencial".

"As pessoas estavam com medo de sair para comprar, então era preciso controlar primeiro a questão de saúde para que a economia, posteriormente, retomasse", destaca João Mário França, acrescentando que as perspectivas para o fim do ano são positivas. "Acreditamos que em outubro nós veremos novamente números positivos", completa.

Já a produção industrial cearense apresentou crescimento de 5,7% em agosto na comparação com o mês de julho, na série com ajuste sazonal. Ante igual período do ano anterior, houve alta de 5,3%. O economista do Observatório da Indústria da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), David Guimarães, avalia o resultado como fundamental para a continuidade da trajetória de recuperação da economia.

"O quadro da indústria geral é animador, configurando a reverberação de perspectivas de controle epidemiológico do Estado no aquecimento do consumo e da produção, em que a diminuição das incertezas sobre novos investimentos toma caráter central", detalha. Setorialmente ele destaca a fabricação de produtos alimentícios e de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, que mantiveram uma trajetória de alta, com crescimentos expressivos de 36% e 26,3%, respectivamente, com relação a igual mês do ano anterior.

"Setores mais fortemente impactados pela pandemia, como 'Têxteis', 'Couro e Calçados' e 'Máquinas, Aparelhos e Materiais Elétricos', apesar de ainda distantes de recuperarem as perdas anteriores, apresentaram níveis superiores de funcionamento", avalia o economista do Observatório da Indústria. Contudo, com o resultado de agosto, no ano, a produção industrial cearense ainda acumula queda de 14,8%. Nos últimos 12 meses, a retração é de 9%.

O crescimento de 9,5% observado no volume de vendas do varejo ampliado - que inclui as vendas de material de construção, veículos, motocicletas, partes e peças - em agosto considera a comparação com o mês imediatamente anterior na série com ajuste sazonal. Na comparação entre agosto deste ano com igual período de 2019, o resultado também foi positivo (8%). O reaquecimento ainda não é o suficiente para reverter, entretanto, a queda de 10,4% acumulada no ano e de 5,7% nos últimos 12 meses.

Material de construção

Assim como já havia ocorrido em julho, a venda de material de construção voltou a se destacar no mês passado. A categoria, após apresentar elevação de 23,6% no volume de vendas no sétimo mês de 2020, avançou 38,9% em agosto deste ano, considerando as comparações com iguais meses de 2019.

A diretora institucional da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará (Fecomércio-CE), Cláudia Brilhante, pontua que a pandemia provocou mudanças no comportamento da população cearense. Com a paralisação das atividades e mais tempo em casa, cresceu a preocupação em relação ao ambiente doméstico, o que, na avaliação dela, alavancou as vendas de materiais de construção.

"Existe uma demanda reprimida. Com a pandemia, as pessoas passaram mais tempo em casa e foram percebendo que precisavam consertar, por exemplo, a parede da sala, algum outro cômodo. Isso ocasionou esse crescimento nas vendas de material de construção, assim como houve alta expressiva no segmento de decoração", detalha Brilhante.

Agronegócio

Outro setor que aponta para um horizonte mais positivo no fim de 2020 é o agronegócio. De acordo com os dados divulgados pelo IBGE, a produção de 2020 deve chegar a 804,4 mil toneladas, crescimento de 42,4% ante a safra obtida em 2019 (564,6 mil toneladas) e alta de 73,8% na comparação com o primeiro prognóstico deste ano (462,6 mil t).

No caso das frutas, a produção esperada é de 1,02 milhão de toneladas, o que representa alta de 10% na comparação com a safra obtida em 2019 (928,5 mil toneladas). A supervisora estadual de Estatísticas Agropecuárias do IBGE no Ceará, Regina Dias, avalia que os resultados positivos estão ligados à distribuição de chuvas. No caso das frutas, Dias destaca que o crescimento na estimativa de produção está ligado ao crescimento da área de cultivo.



Diário do Nordeste

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