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sábado, 1 de agosto de 2020

Polícia Civil desarticula braço do Comando Vermelho

O criador do Comando da Capital, ramificação do Comando Vermelho, foi morto em confronto com a Polícia no Rio de Janeiro. Chefe máximo da facção em Caucaia foi preso há três semanas, também escondido em outro Estado


Com a morte de Alban Darlan Batista Guerra em um confronto no Rio de Janeiro, a Polícia Civil do Ceará (PCCE) espera ter desarticulado o grupo criminoso que ele criou, o Comando da Laje, uma ramificação da facção Comando Vermelho em Caucaia, que dominava o tráfico de drogas na região do bairro Padre Júlio Maria e adjacências.

Os integrantes do Comando da Laje são suspeitos de ao menos 18 homicídios na região, entre 2016 e 2020. Darlan respondia por três homicídios, uma tentativa de homicídio, disparo de arma de fogo e tráfico de drogas. E tinha mandados de prisão expedidos pela Justiça Estadual por um homicídio e por tráfico. Ele era um dos homens mais procurados pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), ao ponto da Pasta colocar uma recompensa de R$ 10 mil por informações sobre o criminoso.

A localização e a morte de Darlan ocorreram cerca de três semanas após a prisão do líder máximo do CV em Caucaia, Francisco Cilas de Moura Araújo, o 'Mago', que estava escondido em Teresina, no Piauí. 'Mago' tinha quatro mandados de prisão em aberto, pelos crimes de homicídio, organização criminosa e porte ilegal de arma de fogo, e estava foragido desde 2016, quando fugiu de um presídio da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). Entre as descobertas do endereço das duas lideranças criminosas, a Polícia Civil prendeu outros membros da facção. Entre eles, Walisson César Marinho Borges, o 'Guabiru', apontado como o 'braço direito' do 'Mago' e como o principal matador do grupo criminoso. Ele é suspeito de cometer dez homicídios e foi localizado no bairro Padre Júlio Maria.

O titular da SSPDS, André Costa, afirma que as Forças de Segurança estão dando uma resposta aos altos índices de homicídios registrados no Ceará, em 2020, após o motim de policiais militares e o aumento da violência na pandemia do novo coronavírus. "De tantos desafios que temos aqui na Segurança Pública, sempre nosso grande foco é a questão dos homicídios. A gente precisa sempre dar esse recado: o cara que praticar homicídios vai ser preso, seja pela Polícia Militar em flagrante, senão pela Polícia Civil nas investigações", garante.

O Ceará registra 2.516 homicídios em 2020, entre os dia 1º de janeiro e 29 de julho (último dado da SSPDS), o que significa um aumento de 95,1% no índice, em comparação com igual período de 2019, que somava 1.289 mortes violentas. Em Caucaia, o crescimento de crimes, na comparação dos dois períodos, é aproximado: 90,4%, ao saltar de 125 homicídios, no ano passado, para 238 casos, neste ano.

Foco

O delegado geral da Polícia Civil, Marcus Rattacaso, revela que o principal foco da Instituição, no primeiro semestre deste ano, era desarticular a organização criminosa que atuava em Caucaia: "A Polícia Civil do Ceará, seus órgãos de Inteligência e Especializadas, há seis meses, estão 100% focados na prisão de Cilas e Darlan. Nós entendemos que a 'prisão' desses dois elementos representam um duro golpe na criminalidade na área de Caucaia, especialmente no que concerne aos homicídios e ao tráfico de drogas. A tendência, agora, é que a gente consiga um declínio no número de homicídios, nessa área".

O coordenador do Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do Ministério Público do Ceará (MPCE), promotor de Justiça Rinaldo Janja, comenta que "Darlan, sem dúvidas, representava uma liderança emergente no CV (Comando Vermelho) do Ceará, pelo seu poder de articulação em uma das áreas mais críticas da Região Metropolitana de Fortaleza, ou seja, Caucaia e Padre Júlio Maria, chegando inclusive a liderar um grupo criminoso quase que autônomo dentro da facção. Suas ações criminosas despertaram a preocupação das autoridades de Segurança Pública do Estado, tanto que tinha recompensa estabelecida pela sua captura".

Depois da prisão do 'Mago' e da morte de Darlan - os dois criminosos pelos quais o Estado pagava recompensa - o secretário André Costa afirma que novos nomes irão compor a lista: "Vou cobrar da Inteligência que a gente encaminhe mais casos ao Comitê que trata dessas recompensas, para que a gente possa continuar incentivando a participação da população, em prol da Segurança Pública e facilitando o trabalho da Polícia",diz.

Morte

Desde a deflagração da Operação Focus, que resultou na prisão de Francisco Cilas, a Polícia Civil do Ceará sentia que estava próxima de encontrar também Alban Darlan. "O Darlan possui uma particularidade. Ele se escondia em uma região de matagal, na Caucaia. A gente montou diversas operações para tentar saturar o matagal e ele sair. Encontramos cinco acampamentos que ele tinha, mas ele conseguia empreender fuga. Acreditamos que isso forçou a ele sair do Ceará", aponta o diretor do Departamento de Inteligência Policial (DIP), delegado Nélson Pimentel.

As investigações contra o grupo criminoso mobilizaram o DIP, a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o Departamento de Polícia Judiciária Metropolitana e a Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core).

Na última terça-feira (28), os investigadores levantaram a informação de que Darlan estava no Rio de Janeiro, berço da facção Comando Vermelho. Entraram em contato com a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ), que foi até o local, um imóvel no bairro Gardênia Azul, zona oeste da Capital, e encontrou um veículo com placas de Caucaia-CE.

Com as informações, a Polícia Civil do Ceará confirmou, através das câmeras de monitoramento do Sistema Policial Indicativo de Abordagem (Spia), que Darlan saiu de Caucaia com o veículo, no último dia 26, cortou diversos estados e dirigiu até o Rio de Janeiro, dois dias depois.

Na madrugada de ontem, policiais civis da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos Automotores (DRFVA) e da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core), da PCERJ, voltaram ao imóvel, no bairro Gardênia Azul, e tentaram abordar o foragido cearense, que teria reagido. Na troca de tiros, segundo a Polícia, Darlan foi baleado e morto.

Com ele, foram apreendidos uma pistola calibre Ponto 40 e um automóvel de luxo. A companheira de Darlan foi levada a uma delegacia no Rio de Janeiro para prestar esclarecimentos.

Fonte: Diário do Nordeste

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