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quinta-feira, 30 de julho de 2020

Ataques com falsos sites e apps bancários atingem mais de 10 milhões no Brasil em 2020

Segundo dfndr lab, o phishing bancário teve crescimento de 43% em relação ao mesmo período em 2019

Legenda: Hackers estão de olho em sua conta bancária
Foto: Gorodenkoff/Shutterstock

O dfndr lab, laboratório especializado em segurança digital da PSafe, identificou um crescimento de 43% no número de ataques de phishing bancário no Brasil, entre janeiro e julho de 2020. Este tipo de golpe visa o roubo de dados de cartão de crédito e informações sigilosas que permitem o acesso à conta bancária das vítimas, causando grandes prejuízos financeiros. As detecções realizadas este ano já ultrapassam os 10 milhões, enquanto que no mesmo período em 2019 foram registrados pouco mais de 7 milhões de ataques de phishing bancário no país.
Como identificar um ataque de phishing bancário?

Os golpes de phishing bancário costumam utilizar indevidamente o nome de grandes bancos para atrair a confiança das vítimas, e são normalmente disseminados por meio de links maliciosos e aplicativos falsos. Emilio Simoni, diretor do dfndr lab, explica a mecânica destes ataques: “essas fraudes costumam utilizar como abordagem um suposto bloqueio/liberação de senha bancária e bloqueio de pagamento, para que a vítima realize um falso procedimento de recuperação de senha. Dessa forma, o criminoso induz a vítima a compartilhar dados pessoais e de cartão de crédito, com os quais costumam abrir contas, pedir empréstimos, fazer pagamentos e transferências em nome das vítimas”.
Caos impulsionado pela pandemia

Com o anúncio da pandemia do Covid-19 e o consequente fechamento do comércio e de bancos em diversas partes do País, os hábitos do brasileiro precisaram se adaptar. Simoni identifica nesta migração aos meios digitais, feita de forma desprotegida, a principal causa para o crescimento acelerado dos golpes de phishing bancário: “Em julho de 2019, detectamos 425 mil acessos e compartilhamentos a este tipo de golpe no Brasil, um número já bastante elevado. Com o início da pandemia, a procura por compras online e por sites e aplicativos de banco cresceu rapidamente, mas sem a devida proteção de um antivírus, muitos consumidores se tornaram um alvo fácil para cibercriminosos, então em julho de 2020, vimos o número de phishing bancário quase triplicar, chegando a 1,2 milhão de detecções”.

O problema atinge novas proporções ao observar que diversos trabalhadores, atualmente em home office, têm utilizado seus dispositivos pessoais (celular, notebook, tablet…) para acessar informações empresariais sigilosas. “Quando um trabalhador tenta realizar uma compra em nome da empresa ou acessar um site de banco para uma transação empresarial, de forma desprotegida, e acaba sendo vítima de um golpe de phishing bancário, ele põe em risco dados que podem causar prejuízos milionários à uma companhia”, alerta Simoni.
Como se proteger contra golpes de phishing

Os especialistas do dfndr lab dão algumas dicas para se proteger seus dados contra os golpes de phishing:

1) Utilize em seu celular um antivírus capaz de proteger contra golpes de phishing.

2) Caso você utilize seus dispositivos (pessoais ou corporativos) para realizar transações financeiras em nome de sua empresa, busque uma solução de segurança que proteja contra vazamentos de dados. 

3) Nunca clique em links de procedência desconhecida e evite compartilhar qualquer informação sem antes verificar as fontes. Busque veículos confiáveis, sites oficiais e jornais, para confirmar.

4) Por fim, nunca forneça dados pessoais e informações bancárias sem antes saber se a plataforma é oficial e confiável.

Fonte: Diário do Nordeste

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