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sábado, 29 de fevereiro de 2020

Em meio à crise, número de homicídios cresce 144%

Este ano, 386 pessoas morreram nos primeiros 26 dias de fevereiro. No ano passado foram 158 mortes no Estado


Foto: João de Albuquerque/TV Cidade 

O número de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs) cresceu 144% nos primeiros 26 dias de fevereiro, quando se compara ao mesmo período entre 2019 e 2020. O aumento acontece diante da crise entre o Estado e policiais militares, que paralisaram as atividades no começo do mês. 

Este ano, 386 pessoas morreram no período. Já em fevereiro do ano passado foram 158 mortes no Estado. Os números diários dos CVLIs, como são tipificados homicídios, feminicídios e latrocínios, são divulgados no site da pasta. Entretanto, os dados consolidados do mês devem ser apresentados somente no próximo balanço mensal, em março. 

Durante a semana, o Governo do Estado havia parado de divulgar o número de crimes violentos no período. Em nota, a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informou na quinta-feira (27) que "a Gerência de Estatística e Geoprocessamento (Geesp), setor responsável pela contabilidade dos dados, retorna ao trabalho habitual para consolidar os números e realizar a divulgação dos dados mensais e das principais ocorrências diárias no site da SSPDS. Com o fim do Carnaval, há um acúmulo de trabalho no setor de estatística, que deve ser normalizado nos próximos dias."

PEC VEDA ANISTIA A MILITARES 

Presidente da Assembleia, José Sarto, convocou parlamentares para discutir PEC encaminhada pelo Governo. 

O presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, deputado José Sarto (PDT), convocou sessão extraordinária para este sábado (29) para apreciar mensagens enviadas pelo Executivo Estadual. Na pauta, estão o início da tramitação da Proposta de Emenda a Constituição (PEC) que veda anistia ou perdão a militares envolvidos em motim e o projeto de lei que estabelece novo piso salarial aos Agentes Comunitários de Saúde.

Em coletiva de imprensa, Sarto ponderou que “quem entra na força militar já entra sabendo que é inconstitucional fazer greve”, pois , segundo ele, trata-se de “um agente público armado, de um serviço essencial”. O parlamentar lembrou ainda que são princípios básicos da função militar a hierarquia e a disciplina. “Imagina, se quebra isso, como vai ficar o Ceará e o Brasil todo?”, questionou.

O presidente do Legislativo Estadual citou episódios de violência promovidos pelo movimento paredista com uso de “balaclava e arma para aterrorizar a população cearense” e disse que não haverá anistia para os amotinados. “Estamos garantindo que aqueles que cometeram abusos, excessos e crimes sejam responsabilizados”. O parlamentar afirmou, contudo, que haverá processo disciplinar e direito de defesa para todos.

REIVINDICAÇÕES CAEM DE 18 PARA 3

Com a saída de Cabo Sabino das negociações, o coronel reformado do Exército e advogado, Walmir Medeiros, retornou à interlocução dos policiais amotinados. Anteriormente, a categoria apresentou 18 pontos para negociar o fim do protesto. Na sexta-feira (28), no entanto, a lista ficou em três pontos: anistia, reajuste entre patentes e regulamentação da carga horária.

O governador Camilo Santana, no entanto, reiterou que a anistia não será negociada. "Reafirmo que sempre estaremos dispostos a ouvir e dialogar, mas não aceito anistia para quem pratica atos criminosos. A garantia é de que todos os processos sejam conduzidos com isenção e transparência, para que tudo seja feito de acordo com a lei", escreveu.


Fonte: Cnews

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