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quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Deu no DN | Agricultor de Pentecoste é indiciado por estuprar a filha e duas enteadas

As vítimas são enteadas e filha do suspeito. Repórter/André Alencar
Uma criança e duas adolescentes foram abusadas sexualmente pelo próprio pai e padrasto, respectivamente, no Ceará. Conforme a Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), o suspeito foi indiciado por estupro de vulnerável após denúncias da mulher dele. A agricultora, de 36 anos, relatou que a violência contra as três jovens aconteceu nos municípios de Pentecoste, a cerca de 91 quilômetros da Capital cearense, e Maranguape, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). O agricultor responde em liberdade. 

De acordo com a agricultora, os estupros sofridos pelas filhas foram descobertos em 2018, quando uma das vítimas, a mais velha, de 15 anos, relatou os abusos, que sofria há três anos, para o namorado. “Há dois anos, eu descobri depois que a gente veio embora lá do sertão para cá, Maranguape. Quando ela arranjou um namoradinho, meu ex-companheiro começou a ameaçar ela, dizendo que se ela não deixasse ele terminar o serviço, tirar a virgindade dela, ele ia acabar com o namoro deles. Foi então que, desesperada, sem aguentar mais, ela resolveu contar para o namorado”, disse.

Segundo a mãe, após ter ciência dos abusos sofridos pela jovem, o namorado resolveu pedir à adolescente para que o caso fosse informado à família dela. Em seguida, os parentes da agricultura denunciaram os estupros para a própria mãe da vítima. “Ela não quis contar para mim. Mas, ao falar para o namorado, ele trouxe ela até os meus familiares. Aí eles me chamaram, eu cheguei até a ir com o abusador, mas ele negou. Ele só negava”, afirmou.

Ao voltarem para casa juntos, sendo constantemente interrogado sobre os estupros dos quais estava sendo acusado, o suspeito, segundo a agricultora, finalmente confessou. “Em casa, ele continuou negando e negando até que, em uma [hora], ele não suportou mais e confessou. Ele confessou tudo. Disse que tinha feito mesmo, que abusou da minha filha. Foi um choque para mim. Eu passei mal e chamei os irmãos dele para tirar ele dentro da minha casa, porque eu já não estava mais aguentando olhar para a cara dele”, continuou.

Contudo, esse seria apenas o primeiro caso de estupro de vulnerável na família a ser descoberto pela agricultora. Conforme a mulher, um ano depois de descobrir os abusos sofridos pela primogênita, ele também violentou a filha do casal, uma criança de 6 anos de idade. O abuso aconteceu quando a menina estava na casa da avó paterna, já em Maranguape.

“A minha filha foi passar um final de semana com a avó e ele estava lá. A mãe dele deixou a minha menina dormir com ele. Quando ela voltou pra casa, numa segunda-feira, fui banhá-la e ela chorou, pedindo para eu não passar a mão onde estava doendo”.

Após dez meses da última revelação de abuso sexual sofrido pela criança de 6 anos, outra filha da mulher (enteada do ex-companheiro) decidiu contar que também foi vítima do padrasto. Conforme a agricultora, a jovem foi estuprada ainda em Pentecoste, antes de se mudarem para a Grande Fortaleza. “Ela disse que ele pediu para que ela tirasse a roupa e se deitasse com ele na rede onde ele estava", conta. "Ela sofreu calada pois ele disse que, se ela chegasse a contar, minha mãe, já falecida, iria assombrá-la. Ela, que tem pavor de espíritos, ficou calada”, diz a mãe.

Ameaças

Além do sofrimento pela descoberta dos abusos sofridos pelas três filhas, a agricultora afirmou ter que lidar com ameaças da família do suspeito e descrença dos moradores da região:

“A mãe e a irmã dele me ameaçaram. Minha ex-sogra passa a mão na cabeça dele. Mesmo ele tendo confessado a ela que havia abusado de uma das minhas filhas, ela insiste em dizer que ele é inocente. Ela me disse que, se ele for preso, eu e as minhas filhas iremos pagar muito caro".

"A gente passa na rua e o pessoal fica dizendo que é nossa mentira, que ele não foi preso, que isso, que aquilo... No Ano Novo, eu e as minhas filhas dormimos cedo, não saímos para lugar algum. No Natal também. Não tivemos Natal, nem Ano Novo. Eu passei o dia na BR-020 pedindo ajuda. Quando cheguei em casa, fiquei dormindo com as minhas filhas, e eles (a família do ex-marido) ficaram fazendo festa”.

Conforme a Polícia Civil, dois inquéritos policiais sobre os casos de estupro de vulnerável foram concluídos e enviados à Justiça do Estado do Ceará, nos quais o suspeito foi indiciado pelos crimes. Em relação às ameaças, a Polícia informou que está investigando a denúncia, mas salienta a necessidade de a vítima retornar à delegacia “para representar criminalmente contra o suspeito, já que se trata de um crime passível da representação por parte da pessoa que o noticia à Polícia Civil.”

Enquanto isso, segundo a agricultora, o que resta é lidar com as consequências das violências. "Eu quero muito que a Justiça seja feita, porque ele está solto, e nós é que estamos presas, aqui dentro de casa. Eu não aguento mais ver minhas filhas sofrendo. Eu peço, pelo amor de Deus, que me ajudem, que prendam esse homem".

Fonte: Diário do Nordeste

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