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sábado, 14 de dezembro de 2019

SSPDS amplia uso de tecnologias para reduzir criminalidade

No Ceará, imagens de 3.300 câmeras são monitoradas em tempo real - FOTO: CAMILA LIMA
Big Data, Spia, videomonitoramento, reconhecimento facial e identificação por digital. A lista de ferramentas tecnológicas atualmente utilizadas a favor da Segurança Pública do Ceará é uma das maiores do Brasil e vem surtindo efeitos positivos nas reduções dos índices violentos no Estado. Conforme o titular da Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp), Aloísio Lira, o principal intuito do investimento na tecnologia é "como resolver problemas reais aplicando tecnologia de ponta".

Para tentar frear a criminalidade e, principalmente, o avanço das facções criminosas no Ceará, foram espalhadas, aproximadamente, 3.300 câmeras em maior parte das vias públicas. Hoje, são grandes as chances de quem comete um crime no Estado estar sendo assistido ao vivo por autoridades. Em menos de cinco minutos dentro da sala onde se concentram imagens fornecidas à Ciops, foi possível para a reportagem acompanhar em tempo real a busca por um veículo alvo da ação de criminosos. Logo em seguida, é avisado aos operadores que foram registradas imagens de uma moto Honda modelo Bros vermelha sendo utilizada em uma sequência de assaltos em Itapipoca, interior do Ceará.

Aloísio destaca que não há ao certo um número de quantas pessoas capturadas no Estado foram presas a partir do uso das ferramentas tecnológicas, mas pontua que, atualmente, a maior parte das prisões e apreensões acontecem porque a tecnologia e o trabalho humano andam lado a lado. Um crime divulgado pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) e que foi desvendado com apoio direto do Big Data, conhecido como 'Odin', foi um latrocínio ocorrido no bairro Conjunto Esperança.

De acordo com a Pasta, o 'Odin' foi utilizado durante apurações realizadas pelo 19º Distrito Policial sobre o crime que vitimou Clairton Freitas da Costa, 37. O homem morreu no último dia 4 de dezembro, quando estava em seu automóvel e foi abordado por Adriano Santos de Oliveira, 18, com um adolescente de 17 anos. A dupla tentou roubar o veículo. Quando Clairton reagiu, foi baleado e morreu.

A motocicleta utilizada pela dupla foi abandonada ao lado do corpo, e Adriano ainda chegou a prestar Boletim de Ocorrência afirmando que a moto dele tinha sido roubada. Quando consultados os dados de Adriano por meio do Big Data, foi encontrado que o irmão dele se encontra, atualmente, em uma unidade prisional do Ceará, respondendo por roubo. A investigação foi aprofundada e com ajuda de outras ferramentas tecnológicas ficou comprovado que o jovem suspeito havia mentido na versão que ele era vítima de um roubo. O caso foi desvendado em menos de 24 horas.

Eficácia

Aloísio Lira explica que o Big Data concentra mais de 100 fontes de informações, o que faz dele um "ecossistema de Inteligência Artificial". De acordo com o superintendente, o que diferencia este sistema dos outros é que ele permite conectar dados de formas infinitas, sendo ampliado por meio da capacidade de processamento.

"Ele controla tudo que acontece no Estado do Ceará e recebe informações de outros estados também. Como trata essas informações em tempo real consegue passar para os policiais, na ponta, maior precisão dos dados para tomada de decisões. Um dos maiores ganhos do Big Data é para investigação. Antes da construção do BigData, por exemplo, o delegado precisava mandar ofícios, ir pessoalmente para alguns locais para ter acesso a alguma filmagem. Com o Big Data, ele ficou com todas essas informações através de um clique", sustentou Lira.

Fonte: Diário do Nordeste

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