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terça-feira, 17 de dezembro de 2019

Exames de DNA buscam a identificação dos corpos encontrados carbonizados

Thaís e Jorge Luís desapareceram após uma festa na Capital e encontrados mortos em Paracuru, na manhã do último domingo
Familiares da publicitária Thaís Amaral de Oliveira Lopes, 24 anos; e do comerciário Jorge Luís Farias Lopes, 52 anos, compareceram na tarde de ontem (16), à sede da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce), no bairro Moura Brasil, em Fortaleza, para a coleta de amostras de material genético. Aquele órgão trabalha na identificação dos restos mortais do casal que foi carbonizado dentro de um automóvel, em Paracuru (a 100Km da Capital).

Thaís e Jorge Luís teriam sido assassinados dentro do carro dele, um veículo modelo Crossfox, prata, de placas NQI-8902 (CE), e, em seguida, o automóvel incendiado com os dois ainda dentro. Esta é uma das várias hipóteses que norteiam as linhas de investigação do misterioso caso que está sendo apurado pela Polícia.

O carro destruído pelo fogo e os restos mortas que, supostamente, seriam do casal, foram encontrados na manhã do último domingo (15), em uma estrada de terra na localidade de Sítio São Pedro, na zona rural de Paracuru. O local serve de desvio para motoristas de veículos irregulares que, assim, entram naquela cidade sem ter que passar pelo posto de fiscalização do Batalhão de Policiamento Urbano e Rodoviário Estadual (BPRE), correndo o risco de terem seus veículos apreendidos. O Crossfox de Jorge Luís estava com o licenciamento “retardado” desde maio último, o que pode tê-lo levado a usar o desvio pela estrada deserta.

Em Fortaleza, a Polícia tenta reconstituir os passos das vítimas no último sábado, quando teriam saído juntas para uma festa de formatura no bairro Parangaba. Thaís morava com os pais no bairro Carlito Pamplona. Jorge Luís residia com a família no bairro Quintino Cunha. Os dois bairros estão situados na Zona Oeste da Capital. Ele teria ido ao encontro da publicitária para levá-la à festa e, depois, os dois seguiram para Paracuru, onde passariam o fim de semana na casa de praia dele, junto com outros familiares.

Investigação

No entanto, o casal não apareceu. Os familiares entraram em desespero ainda na noite de sábado e na madrugada do domingo. Por volta de 8 horas, surgiu a notícia do carro incendiado na Estrada de São Pedro. Daí em diante, a Polícia foi acionada para apurar o caso misterioso.

Informações de moradores da localidade onde o carro foi encontrado incendiado aponta que a área tem servido de ponto de “desova” de cadáveres, de pessoas vítimas de assassinatos naquela região. Um caseiro foi ouvido pela Polícia Civil ainda no domingo (15). Seria um morador da região ou funcionário de Jorge Luís. O depoimento foi tomado na Delegacia Metropolitana de Paraipaba.

As famílias das vítimas buscam respostas para várias indagações e esperam das autoridades esclarecimento, a partir da confirmação ou não de que eles estão mortos. Exames de DNA irão responder à primeira pergunta. Já a investigação da Polícia Civil busca identificar os assassinos.

Fonte: CN7

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