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quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Motoristas mulheres da Uber poderão escolher receber corridas apenas de mulheres

A funcionalidade deverá ser expandida para outras cidades brasileiras ainda em 2020 - Foto: José Leomar
A Uber anunciou que as motoristas mulheres do serviço de transporte particular por aplicativo poderão aceitar corridas apenas de clientes mulheres. A iniciativa, que começa em formato piloto em Campinas, Curitiba e Fortaleza, deverá estar disponível a partir do próximo mês de novembro. A funcionalidade deverá ser expandida para outras cidades brasileiras ainda em 2020. 

"Para se sentirem mais à vontade, as motoristas agora podem optar por levar apenas usuárias que se identificam como mulheres, sejam cis ou trans. A ferramenta U-Elas pode ser ligada a qualquer momento e estará disponível exclusivamente para parceiras mulheres. Esperamos que esse seja um primeiro passo para que, no futuro, tenhamos um número suficiente de mulheres dirigindo com a plataforma para também oferecer essa opção para usuárias mulheres com a mesma eficiência que é marca registrada da Uber", explica Claudia Woods, diretora geral da Uber no Brasil.

A ferramenta, chamada de U-Elas, vai contar também, com uma plataforma educativa que oferecerá cursos on-line sobre empoderamento pessoal e econômico, desenvolvidos em parceria com a Iniciativas Empreendedoras, a Rede Mulher Empreendedora e a economista Gabriela Mendes, fundadora da NoFront - Empoderamento Financeiro.

"Queremos fazer parte da vida de milhares de mulheres brasileiras que estão em busca da sonhada independência financeira", destaca Woods. 

Comunidade

A Uber também está focada em aumentar a comunidade de motoristas mulheres na plataforma, a partir de uma parceria com a Rede Mulher Empreendedora. A empresa está lançando a plataforma Elas na Direção, que tem o objetivo de tentar diminuir a desigualdade entre homens e mulheres no mercado. Apesar de representarem 52,4% da população em idade de trabalhar, as mulheres respondem por apenas 45,6% do nível de ocupação no país, enquanto os homens são 64,3%, de acordo com o dados do IBGE.

“Ao analisarmos as questões de gênero, verificamos que a mulher tem impactos na sua taxa de sucesso devido, por exemplo, ao tempo disponível para trabalhar e conciliar as funções em casa e com a família, que continuam sendo de sua responsabilidade. Ter uma fonte de renda em que as horas trabalhadas são definidas pela própria mulher, como no caso de ser motorista parceira da Uber, favorece sua independência financeira”, comenta Ana Fontes, fundadora da Rede Mulher Empreendedora.

Fonte: Diário do Nordeste

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