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segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Cearense coleciona 12 mil santinhos de falecidos e realiza exposição anual no Crato

Roberto começou a realizar a Expomorte em 2002 (FOTO: Cariri News / Moisés Rolim)


O Dia de Finados é, para muitos, o momento de revisitar a sepultura dos entes queridos. Mas para os moradores de Crato, a 508 km de Fortaleza, é também o dia de conferir um evento curioso, a “Expomorte”. A mostra de santinhos de pessoas já falecidas já acontece há 17 anos e sempre lota a Praça do Cristo Rei, no município de Crato, a 508 km de Fortaleza.

O realizador do evento é o taxista Roberto Souza. Na feira, ele expõe sua curiosa coleção, estimada em cerca de 12 mil santinhos. Segundo ele, o acervo começou com a lembrancinha da missa de sétimo dia de uma amiga. “Agora já nem sei mais quantos são ao certo, estou chutando. Muitos já até se apagaram”, revela o homem de 52 anos.

Na cidade de pouco mais de 130 mil habitantes, não há quem não saiba do hobby do taxista. É tanto que, tão logo alguém faleça, não demora para que o santinho chegue às mãos de Roberto. “Antigamente, eu ia às missas de sétimo dia e pedia os papéis. Hoje, os próprios familiares dos mortos vêm deixar aqui na praça”, explica.

Mas parece que a “Expomorte” não agrada a todo mundo, como conta Roberto. “Uma mulher encontrou a foto da mãe na minha coleção e pediu para que tirasse. Dois meses depois, eu tinha a foto da mãe e a dela mesma. A mulher morreu. Uma outra me jurou que eu nunca ia colocar a foto dela. Faleceu em menos de uma semana”, relembra.

Quando eu morrer, acaba

Roberto garante que não ganha nada com a realização do evento. Para ele, a importância de seu hobby está mesmo na valorização da memória de quem partiu. “As pessoas vão para a missa de sétimo dia e jogam o santinho no lixo. Eu não faço isso. Eu faço é guardar. É uma maneira de lembrar das pessoas”, avalia.

O acervo do cearense aumenta a cada dia. No entanto, Roberto já sabe quando a “Expomorte” chegará ao fim. “Não tenho ninguém para dar continuidade a isso. Quando eu morrer, acaba“, constata o taxista, que prevê na própria morte o fim de sua coleção.

Fonte: Tribuna do Ceará

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