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terça-feira, 2 de julho de 2019

Justiça nega liberdade a dois PMs acusados de extorsão e corrupção

O grupo de PMs prendia suspeitos e exigia dinheiro para liberação, segundo o Ministério Público FOTO: CAMILA LIMA
Dois sargentos da Polícia Militar do Ceará (PMCE), acusados de extorsão contra criminosos e corrupção, foram mantidos presos por decisão da Auditoria Militar do Ceará, no último dia 24 de junho. Os PMs são apontados como integrantes de uma espécie de "milícia" formada dentro do 17º BPM, que cometia crimes na região do Conjunto Ceará, em Fortaleza, durante o exercício da atividade policial.

Os militares Glaydson Eduardo Saraiva e Jeovane Moreira Araújo estão detidos por força de um mandado de prisão preventiva desde 10 de janeiro deste ano. Eles já tinham sido presos em flagrante em agosto de 2017, durante as investigações do Ministério Público do Ceará (MPCE) e da Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos da Segurança Pública e Sistema Penitenciário (CGD) que depois resultariam na Operação Saratoga.

Conforme a determinação do juiz da Auditoria Militar, a manutenção dos servidores públicos no cárcere considera os indícios de autoria e materialidade contra os denunciados, a garantia da ordem pública, a conveniência da instrução criminal, a periculosidade dos acusados e a aplicação da lei penal militar e das normas e princípios de hierarquia e disciplina militares.

A decisão atendeu o parecer do MPCE de indeferir o pedido da defesa. "A periculosidade demonstrada pelos ora requerentes, e que pode ser avaliada pelas circunstâncias em que cometeram os crimes, vulnera a ordem pública, e se constitui como óbice (obstáculo) à aquisição do benefício requerido, o que evidencia a necessidade de prisão cautelar, e a inadequação de medidas substitutivas menos severas", concluiu a peça acusatória elaborada por sete promotores do Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

A defesa dos policiais militares alegou que houve excesso de prazo na formação da culpa, como entendeu a Justiça em outra ação penal que envolve a dupla, por roubo. "Não há que se falar em regular andamento do feito, na medida em que os requerentes estão presos há cinco meses, sem que a instrução sequer tenha tido início", contestou o advogado, no documento entregue à Justiça em 11 de junho último. Procurado pela reportagem, o defensor não quis comentar o assunto.

Crimes

Os dois militares que tiveram a liberdade negada foram presos na companhia de mais dois PMs, os também sargentos Auricélio da Silva Araripe e Rilmar Marques dos Santos, além de outro homem. O grupo estaria em uma viatura policial após sequestrar um suspeito de tráfico de drogas, na Avenida Osório de Paiva, na Capital. O traficante, que estava na posse de entorpecentes, foi liberado apenas após o pagamento de propina. O processo corre sob sigilo de Justiça.

A prisão dos policiais ocorreu durante levantamentos da Operação Saratoga, deflagrada em dezembro de 2017 com o objetivo de desarticular um esquema criminoso de liberação de presos em flagrante, que envolvia um delegado e um escrivão da Polícia Civil, PMs, uma advogada e membros da facção Primeiro Comando da Capital (PCC), que se espalhava da Capital até Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).

Gleydson Saraiva e Jeovane Moreira Araújo também respondem a um processo por roubo na Justiça estadual. A dupla conseguiu o relaxamento da prisão pelo crime, em maio deste ano, mas não foi solta por conta dos outros processos criminais que ainda responde.

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