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segunda-feira, 3 de junho de 2019

Crea-CE prepara documento para investigar causas de desabamento na Maraponga


O risco estrutural de prédio já havia sido apontado pela Defesa Civil



Parte da estrutura do prédio desabou no sábado (1º).Halisson Ferreira

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Ceará (Crea-CE) deve preparar, ainda nesta segunda-feira (3), um documento que inicia as investigações sobre o desabamento parcial de um prédioocorrido no sábado (1º), no bairro Maraponga, em Fortaleza. 

Segundo o engenheiro e presidente do Crea-CE, Emanuel Maia Mota, esse documento será elaborado por uma comissão que deve ver os históricos de possíveis visitas de engenheiros ao local. 


“Nós vamos apontar os engenheiros responsáveis pela construção, de qualquer intervenção de engenharia que tenha acontecido no decorrer desses anos e preparar um documento através de uma comissão que foi instituída para que esse documento sirva de subsídio nas investigações, as perícias, enfim, a todo trâmite necessário para o esclarecimento do caso”, disse o engenheiro.

De acordo com Emanuel Maia Mota, ainda é cedo para apontar possíveis causas do acidente. 


DESABAMENTO NA MARAPONGA





Risco estrutural apontado

O risco estrutural de prédio já havia sido apontado pela Defesa Civil. A informação de que uma vistoria já havia sido realizada - seis dias antes - no prédio que desabou parcialmente, no sábado (1º), na Rua Travessa Campo Grande, no bairro Maraponga, foi confirmada pela Defesa Civil por meio de nota, na manhã de ontem. Segundo o órgão, o aviso foi dado aos moradores. 

"A Defesa Civil de Fortaleza esteve no prédio por duas vezes e, no momento em que o agente constatou risco de desabamento, orientou os moradores a buscarem o serviço de um engenheiro para que ele avaliasse a estrutura do edifício", diz o comunicado.

Até o momento, não se sabe exatamente qual o motivo do desabamento ou quais providências deverão ser tomadas para evitar uma nova ocorrência. Enquanto isso, moradores do edifício e vizinhos estão alojados nas casas de familiares ou abrigos, e o proprietário não concedeu informações sobre a construção e manutenção do local.

A manhã de domingo (2) foi de movimentação constante defronte ao imóvel. Moradores se aglomeravam ao lado do prédio, que ruiu ainda na tarde do sábado (1º), quando 16 famílias deixaram o local e viram o momento no qual a edificação sofreu o abalo, ainda sem causa divulgada. Mesmo com a estrutura comprometida, ninguém ficou ferido.

Um dos moradores, Hélio Alencar, 77, esteve nos arredores do prédio durante a manhã. Segundo ele, que vivia no segundo andar, a hipótese de risco de queda da estrutura já havia sido levantada por alguns dos habitantes. "Há mais de quinze dias, nós já sabíamos das rachaduras. Avisamos ao dono, mas ele sempre pedia para rebocar, só maquiando, e os eventos continuaram se repetindo nesse período", contou ele.

Medo

O aviso definitivo de algo errado e o susto vieram também no sábado, quando uma das colunas de sustentação do térreo desabou. O estrondo foi o suficiente para a evacuação do prédio, que caiu logo em seguida. "A gente saiu descendo as escadas, correndo e avisando para o pessoal que estava desabando e graças a Deus saí com vida. O barulho foi muito forte", contou ainda o coordenador de logística Roberto Patriolino, outro morador.

Durante a noite do sábado, segundo a Defesa Civil do Município de Fortaleza, duas equipes do Núcleo de Ações Emergenciais foram enviadas para avaliar a situação da ocorrência e dar apoio às famílias afetadas. Algumas delas foram encaminhadas a abrigos da Capital e, além disso, colchonetes e colchas foram distribuídas aos moradores.

Diário do Nordeste

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