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domingo, 12 de maio de 2019

'Supermãe' acolhe 400 crianças e adolescentes no interior do Ceará


Criada em 1999, a instituição beneficente Casa Mãe, em Várzea Alegre, oferta atividades como canto coral, teatro, balé, danças folclóricas e orquestra de violão. As crianças também participam de atividades pedagógicas
A fundadora da Casa Mãe prega a igualdade entre seus filhos e dissemina a solidariedadeFoto: Vandenberg Belém

Algumas palavras são difíceis de serem significadas. Elas transcendem as definições genuínas contidas nos dicionários da língua portuguesa. Mãe é uma delas. Renata - a de sobrenome Alencar - outra. Ambas, porém, carregam sentimentos semelhantes: amor e acolhimento.

A etimologia da palavra mãe veio do latim e deriva de mater. Já a história de Renata Alencar Rafael começou a ser rabiscada ainda na adolescência. Desde nova, sempre teve o sonho de ser mãe. Na fase adulta, não só realizou seu desejo, como foi além. Transcendeu. Mãe de três filhos biológicos, Renata, que nasceu no Crato, no Sul do Estado e atualmente reside em Várzea Alegre, decidiu adotar mais duas crianças que viviam em vulnerabilidade social. A situação financeira à época, recorda a mulher, não era das melhores. O amor pelo próximo, sim. "Era suficiente para enfrentar todos os desafios".

Primeiro chegou Cibele Alves Ferreira. Depois veio Sabrina de Lima Soares. Após as duas novas filhas, vieram outras centenas de crianças e adolescentes.

Acolhimento

A supermãe, como é conhecida, fundou, em 1999, a instituição beneficente Casa Mãe. Há 20 anos, o espaço atende crianças cujas mães trabalham em horário integral e até jovens vítimas de maus-tratos, exploração sexual ou subnutridas. Se a instituição carece de recursos desde a sua criação, sobram "amor e carinho, sentimentos necessários e fundamentais para transformar o mundo", conforme descreve Renata.

A Casa Mãe realiza atividades pedagógicas e de segurança alimentar com crianças carentes. Com o passar do tempo, os serviços foram ampliados. Renata Alencar lembra que no início surgiam muitos casos de crianças desnutridas e este, então, passou a ser o grande foco do projeto. "Logo no início, nós voltamos nossa atenção para essas crianças. Era preciso hidratação e alimentação, cuidados especiais. Hoje, graças a Deus, avançamos muito nesta questão", disse.

Em outras esferas, igualmente graves, o cenário permanece adverso, como são os casos de crianças que sofrem agressões, maus-tratos e exploração sexual. "Infelizmente, a desagregação do lar e problemas de alcoolismo refletem em espancamento de crianças", observa a mulher.

Apoio

Ao longo de duas décadas, a instituição beneficente Casa Mãe já acolheu mais de dez mil pessoas. Atualmente, são 400 crianças e jovens assistidos(Foto: Wandenberg Belém)

Essas crianças, unidas às demais em que as mães não possuem recurso financeiro para inseri-las em creches, são atendidas com uma série de atividades. Atualmente, a Casa Mãe assiste mais de 400 crianças e jovens, em atividades como canto coral, teatro, música, balé, danças folclóricas e orquestra de violão. Deste total, 45 crianças têm atendimento diário. "Elas chegam ao equipamento de manhã, por volta das 7 horas e permanecem até o fim do dia. São cinco refeições diárias para todas elas, além de outras atividades lúdicas e pedagógicas", acrescenta Renata.

Para manter o projeto em atividade, a instituição conta com doações de pessoas físicas e empresas. "É um trabalho difícil e imprevisível. Como dependemos exclusivamente de doações, não podemos prever se amanhã terei como alimentar todas essas crianças", aponta ela, ao destacar a importância de ações solidárias da comunidade e de empresas.

Legado

Para além do acolhimento a centenas de crianças, Renata deixa um legado na vida de todas. Desde cedo, a supermãe transmite ensinamentos como "amor ao próximo" e "solidariedade". Ela também combate o preconceito que ainda cerca as crianças adotivas e atua para quebrar tabus.

Embora tenha tantos abraços ao seu redor, as crianças dispõem do mesmo status, conforme sublinha a supermãe. "São todos meus filhos. Não avalio essa questão de biológicos ou adotivos. Eles têm meu amor integral, meu carinho e são educados de forma igual, sem distinção. É disso que o mundo precisa: carinho, atenção e amor ao próximo".

Diário do Nordeste

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