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segunda-feira, 6 de maio de 2019

Polícia investiga hospital clandestino da facção Comando Vermelho

Um dos membros de uma quadrilha, presa em Caucaia, possuía conversas no WhatsApp sobre uma unidade de saúde voltada para atender criminosos. Justiça determinou quebra do sigilo telefônico dos investigados

As organizações criminosas em todo o Brasil fazem jus a esse nome. Hierarquia definida, arsenal pesado e recrutamento constante de novos integrantes. No Ceará, a prisão de uma quadrilha ligada à facção Comando Vermelho (CV) revelou a possível existência de um hospital clandestino voltado para atender criminosos. O caso é investigado pela Polícia Civil do Ceará (PCCE).

Os suspeitos de cometer crimes, quando são feridos, correm o risco de procurar unidades de saúde e serem descobertos pela Polícia - o que teria motivado a facção a montar o seu próprio hospital.

Um membro do bando detido, identificado como José Ferreira da Silva Júnior, o 'Shrek', possuía conversas no aplicativo WhatsApp, em seu celular, nas quais combinava ações criminosas e falava sobre o hospital clandestino com comparsas, conforme documentos obtidos pelo Sistema Verdes Mares.

A quadrilha, especializada em roubos, furtos e homicídios, foi presa no dia 13 de janeiro deste ano, em Caucaia, Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). A partir de informações levantadas pela Coordenadora de Inteligência Policial (CIP) da Polícia Militar do Ceará (PMCE), composições do Comando Tático Motorizado (Cotam) chegaram a duas residências onde estariam escondidos os suspeitos, na Praia de Tabuba.

Além de José Ferreira, foram presos Neilton Martins Portela, Carlos Luís da Costa Alves, Talia Pereira Reinaldo, Francisco Welington Alves e Antônio José Pereira da Silva (que também foi baleado em troca de tiros com os PMs). Nos imóveis, a Polícia apreendeu duas pistolas e um veículo Toyota Hilux roubado.

Na sequência da operação, os policiais encontraram três coletes balísticos, três algemas, quatro distintivos da Polícia Civil e uma camisa com brasão da mesma Instituição, enterrados em um terreno no município de Redenção - que teriam sido utilizados no roubo do veículo.

Durante o assalto, o bando manteve três homens como reféns e exigiu R$ 100 mil em bitcoins (moeda eletrônica) para liberá-los - o que também demonstrou a organização do grupo criminoso para a Polícia.

Em depoimento, 'Shrek' também revelou que cometeu um homicídio contra um homem conhecido apenas como Anderson e enterrou o corpo na localidade de Mangue, no município de Trairi, com a ajuda de um comparsa, no fim de novembro de 2018. Uma equipa da CIP se deslocou até o local e encontrou o cadáver em uma cova rasa.

Denúncia

O Ministério Público do Ceará (MPCE), através da 4ª Promotoria de Justiça da Comarca de Caucaia, denunciou os seis presos pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo de uso permitido, posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, receptação e organização criminosa, em 27 de março último. A Justiça ainda não aceitou a peça acusatória.

Diante das provas colhidas pela Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) na investigação, a 2ª Vara Criminal de Caucaia determinou a quebra do sigilo telefônico contra os suspeitos e que os aparelhos celulares apreendidos sejam remetidos à Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), para ser realizada perícia - com o objetivo de extrair arquivos de imagens, áudios e vídeos e verificar trocas de mensagens nas redes sociais - que irá reforçar as apurações acerca dos crimes.

Diário do Nordeste

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