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sexta-feira, 12 de abril de 2019

Policial que atirou na cabeça da esposa será julgado por Conselho da PMCE


Militar já foi denunciado pelo Ministério Público, por tentativa de feticídio, na esfera criminal
O PM disparou um tiro no ouvido da companheira, no bairro Montese, durante o Carnaval Foto: Rafaela Duarte

O subtenente José Jorge de Araújo Júnior, de 43 anos, preso por tentativa de feminicídio contra a própria esposa, será julgado na esfera administrativa pelo Conselho de Disciplina formado por oficiais da Polícia Militar do Ceará (PMCE). A Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário (CGD) publicou a decisão no Diário Oficial do Estado (DOE) da última quinta-feira (11).

O crime ocorreu na noite de 4 de março deste ano, durante o Carnaval. O PM disparou um tiro no ouvido da companheira, dentro de uma residência localizada na Rua Vicente Spíndola, no Bairro Montese, em Fortaleza. 


A mulher foi levada em estado grave ao hospital. Já o marido se apresentou espontaneamente a uma delegacia da Polícia Civil e foi liberado. Dois dias depois, o militar foi detido por uma equipe da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) por força de uma mandado de prisão preventiva.

Conforme a decisão da CGD, a conduta do subtenente feriu os Valores da Moral Militar Estadual, violaram os deveres da Corporação e caracterizaram transgressões disciplinares. A 6ª Comissão Militar Permanente de Conselho de Disciplina será responsável por julgar o PM na seara administrativa.

PM foi denunciado por tentativa de feminicídio

Na esfera criminal, José Jorge responde a um processo por tentativa de feminicídio, que se encontra na 4ª Vara do Júri de Fortaleza. O Ministério Público do Ceará (MPCE) já concluiu a denúncia contra o policial, que foi recebida pela Justiça Estadual. O réu está recluso noPresídio Militar.

O advogado Francisco de Paula Neto, responsável pela defesa do acusado, levanta a hipótese de que o tiro não foi intencional. "Nós, como defensores do subtenente, estamos muito à vontade para defendê-lo. Vamos provar nos autos que aquele caso trágico não passou de um acidente. Iremos enfrentar tanto a seara criminal como o processo administrativo", afirma. Questionado sobre como teria ocorrido o acidente, o defensor explicou que prefere deixar o mérito da tese para os autos do processo.
Diário do Nordeste

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