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segunda-feira, 29 de abril de 2019

Documento revela que propina abastece conta do genro do prefeito de Quixadá

Neto Dias, genro do prefeito Ilário Marques
O município de Quixadá, no Sertão Central, foi alvo na manhã da última quarta-feira(24) de duas operações do Ministério Público. As operações “Casa de Palha” e a 2ª etapa da operação “Fiel da Balança” apuram crimes contra a Administração Pública nos poderes Executivo e Legislativo de Quixadá.

O Monólitos Post teve acesso à decisão da justiça que levou a prisão do genro do prefeito Ilário Marques (PT), do presidente da Câmara Municipal, Ivan Construções (PT) e de mais cinco pessoas. O documento confirma que uma quadrilha se instalou no Executivo e Legislativo quixadaense. Com provas cabais, a justiça demonstra que o esquema virou familiar. O genro do prefeito e o presidente da Câmara fazem parte de um esquema que deixa os quixadaenses sem saúde, escola, transporte escolar, tudo porque o dinheiro dos serviços públicos foram parar nas contas dos homens que detém o maior poder de influência sobre as decisões do prefeito Ilário Marques (PT).

Na peça, o magistrado narra com riqueza de detalhes, e muitas provas, como uma organização criminosa saqueou os cofres do Executivo e do Legislativo. São várias horas de interceptação telefônica, extratos bancários, dentre outros elementos, todos adquiridos com autorização judicial.

A decisão do magistrado deixa claro, através das provas produzidas pelos promotores, que todo esquema é chefiado pelo presidente da Câmara, Ivan Construções, e pelo genro do prefeito Ilário Marques, Milton Xavier Dias Neto, vulgo Neto Dias.

De acordo com o juiz, nas provas acostadas nos autos do processo, alguns extratos bancários revelaram que o dinheiro da empresa Construtora Salles e Araújo LTDA-ME foi depositado na conta do genro do chefe do Executivo quixadaense. As movimentações bancárias mostraram, também, que em apenas uma transferência a sócia da construtora depositou quase 35 mil reais para uma conta cujo titular é o filho do presidente do Legislativo. O Ministério Público afirma que esse dinheiro seria fruto de propina paga aos políticos.

Em sua decisão, o magistrado revelou: “Nas movimentações, foram encontradas inúmeras transferências bancárias suspeitas, tais como uma, no valor de R$ 32.754,40, realizada por Silvana Mary De Souza e Silva à pessoa de Francisco Ivan Benício de Sá Filho, médico da rede pública do Município de Quixadá e filho de Francisco Ivan Benício de Sá. Silvana Mary De Souza e Silva realizou transferência bancária também em favor de Milton Xavier Dias Neto, genro do atual prefeito de Quixadá, José Ilário Gonçalves Marques, nomeado por este como diretor executivo do Consórcio Público de Saúde da Microrregião de Quixadá”.


Além de receber valores em sua conta bancária de suposta propina de empresa que presta serviço à prefeitura, o genro do prefeito foi flagrado, numa interceptação telefônica, destruindo provas um dia antes da deflagração da operação “fiel da balança” que aconteceu em agosto de 2018.

Segundo o juiz, “pelo que restou demonstrado de forma indiciária, Milton Xavier Dias Neto participa ativamente do grupo criminoso, fazendo de tudo para encobrir seus rastros, destruindo até documentos que possam o incriminar, como se observa em um trecho da gravação telefônica interceptada”.

Abaixo você confere a transcrição da conversa entre Neto Dias e uma mulher, não identificada, relatando que ele estava no escritório “rasgando documentos”.


O magistrado disse que o comportamento de Milton Xavier Dias Neto revela indícios suficientes de que ele está envolvido no esquema criminoso, tendo em vista que ele destruiu documentos exatamente na véspera da deflagração da operação do Ministério Público denominada “Fiel da Balança” que resultou no afastamento do prefeito de Quixadá e sogro do investigado.

Para decretar as prisões, o juiz disse que os autos apontam que os investigados se associaram para fins criminosos, cometendo, mediante divisão de tarefas, crimes de fraude à licitação, corrupção, dentre outros. Ele ainda chamou atenção, também, para o fato de que entre os investigados existem pessoas que gozam de elevado poder político e econômico. “A própria estrutura do grupo criminoso estava intrinsecamente ligada tanto ao Poder Executivo quanto ao Poder Legislativo do município de Quixadá”, confirmou o magistrado.


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