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terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Tragédia de Brumadinho pode repercutir na siderúrgica do Pecém

Poderá ter efeito na economia cearense a tragédia humanitária e ambiental de Brumadinho.

A Vale – responsável pelo desastre – tem 50% do capital da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP). Os outros 50% são divididos entre as coreanas Dongkuk, que tem 30%, e a Posco, dona de 20%.

A CSP, como toda grande empresa, tem um plano de investimentos que depende do aporte dos seus três sócios.

Neste momento, a Vale – por determinação da Justiça – já tem bloqueados R$ 11 bilhões (45% do seu caixa) destinados à garantia de pagamento das indenizações às famílias das vítimas, aos donos das pequenas propriedades rurais que viviam da produção agrícola e agora estão cobertos pela lama, e dos imóveis destruídos, entre os quais a pousada que ruiu e na qual havia várias pessoas que seguem desaparecidas. Sem falar na decisão da Prefeitura de Brumadinho, que exige da Vale R$ 100 milhões pelos prejuízos causados materiais causados à sede municipal e aos seus distritos e financeiro (60% da receita municipal provêm dos royalties da Vale).

A Vale é uma das três maiores do mundo na área da mineração. Em 2017, seu lucro chegou a R$ 17,6 bilhões. A Empresa teria, assim, condição de assegurar seus aportes no plano de investimentos da CSP para este e para os próximos anos. 

Mas, diante do extraordinário volume de dinheiro bloqueado agora pela Justiça, surge a dúvida sobre a capacidade da Vale de manter incólume seus compromissos com suas empresas coligadas.

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