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sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Cearense especialista em energia integra equipe de transição de Bolsonaro

Um engenheiro cearense, especialista em energia, foi escolhido para compor a equipe de transição do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). Natural de Fortaleza, Luciano Irineu de Castro Filho, 45, foi convidado pelo futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, figura central na composição do Governo do militar reformado, e já participa de reuniões em Brasília com o restante do grupo, para o alinhamento das ações durante a troca de comando. Ele foi um dos primeiros nomes anunciados para a equipe de Bolsonaro, que pode chegar a 50 integrantes.

Em entrevista exclusiva ao Sistema Verdes Mares, Luciano de Castro revelou que o convite para auxiliar no processo de transição surgiu de uma apresentação que fez para Guedes sobre os problemas do setor de energia e as possíveis soluções. Com uma série de pesquisas e trabalhos realizados nos Estados Unidos, Espanha, Colômbia e Brasil, o engenheiro foi chamado por um integrante da campanha presidencial. “Ele gostou (Paulo Guedes) e me convidou para integrar a equipe, apontando-me o responsável por esta área”, disse.

Continuidade

Luciano de Castro será o responsável por preparar a transição para o novo governo na área de energia, mapeando as fragilidades e as estratégias para evolução do setor. Alguns nomes da equipe transitória devem permanecer atuando junto ao Palácio do Planalto. O engenheiro acredita que definições devem sair nas próximas semanas e não descarta permanecer ao lado de Paulo Guedes. “É possível sim, mas será uma decisão do presidente, no seu momento oportuno”, afirmou.

José Walter

Luciano de Castro nasceu na capital cearense, quando a família morava no bairro José Walter, até se mudar para o município de Cascavel. Estudou sete anos no Colégio Militar de Fortaleza e foi o primeiro cearense a representar o Brasil em uma Olimpíada Internacional de Matemática, na China, em 1990. Engenheiro formado pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), serviu por cinco anos no Comando da Aeronáutica, fez mestrado e doutorado em economia matemática no Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa). O interesse pelo setor de energia aumentou em 2005, segundo ele, quando acompanhou o desenvolvimento dos leilões de contratos de energia no novo modelo do setor elétrico, no primeiro Governo Lula.

Fora do Brasil

O engenheiro e professor universitário fez um caminho profissional pouco comum. Quando muitos buscam universidades dos EUA para estudar economia e voltam para ensinar no Brasil, Luciano teve formação nacional e viajou para lecionar fora do país. A saída aconteceu após os cinco anos obrigatórios na Força Aérea Brasileira (FAB), quando pediu demissão para seguir carreira acadêmica. “Fui primeiro professor visitante na Universidad Carlos III de Madrid. Depois, consegui ir para o mercado acadêmico nos Estados Unidos. Em 2007, recebi ofertas dos departamentos de economia da University of Illinois e da Pennsylvania State University, e acabei optando pela primeira”, diz.

Em 2009, recebeu oferta para lecionar na University of Pennsylvania e na Northwestern University (Kellog School of Management) e cinco anos depois migrou para a University of Iowa, onde está até hoje na área econômica.

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