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quarta-feira, 1 de agosto de 2018

“Não há necessidade da Força Nacional”, garante secretário de Segurança após ataques

Depois de cinco dias de ataques a ônibus, prédios públicos e privados e veículos do Estado, com ateamento de fogo e tiros, o secretário de Segurança do Ceará, André Costa, se pronunciou sobre a onda de terror imposta por bandidos em Fortaleza e Região Metropolitana. O titular da pasta foi firme em dizer que o trabalho da Polícia não vai parar e que todos os bandidos envolvidos com as ações serão punidos.

“O Estado não está refém. O que tem acontecido é que o Estado tem avançado contra o crime. Os índices estão mostrando a redução dos homicídios, redução dos assaltos, cada vez mais armas de fogo são apreendidas… Então, a polícia tem agido com rigor e eventualmente pode haver reação, e a reação que houver do lado da bandidagem, a polícia não vai recuar. Nada vai intimidar o Estado, nada vai intimidar a polícia”, declarou o secretário em coletiva realizada na Secretaria de Segurança Pública do Ceará, nesta terça-feira (31).

Ao todo, foram 33 ataques, sendo 18 a ônibus e 15 a prédios públicos e privados e veículos do Estado, entre a tarde de sexta-feira (27) e madrugada de terça-feira (31). Entre os ataques, quatro delegacias foram metralhadas ou tiveram veículos estacionados incendiados, e a secretaria municipal de segurança chegou a utilizar sacas de areia para montar uma barricada de proteção na fachada de vidro.

Sem Força Nacional

Apesar de tudo, André Costa disse ainda não haver necessidade do apoio das Forças Nacionais no Ceará. Para ele, o importante é manter a regularidade do trabalho para combater a criminalidade no Estado.

“Não há necessidade disso (da presença da Força Nacional). O transporte público está normalizado. A polícia aqui do Ceará, em poucos meses, de outubro pra cá, foram contratados mais de 4 mil novos policiais militares, então não é colocar mais algumas centenas. O desafio vai ser resolvido, a gente não vai recuar em ação nenhuma. Tudo aquilo que a gente está investindo e mudando na estrutura da segurança do Ceará, a questão é continuidade das ações”, enfatizou o secretário.

A polícia segue investigando se os presos agiram por conta própria ou se houve um autor intelectual dos crimes. Além disso, o patrulhamento nas ruas foi reforçado.

“A polícia continua agindo com reforço nas ruas. Vários policiais civis e militares voluntários estão trabalhando nas suas folgas. Eles têm ido pras ruas. A gente continua na perseguição, no encalço desses bandidos e ninguém ficará impune, como já temos feito até esse momento. Todos aqueles que participaram dessas ocorrências serão identificados e presos”, disse o secretário.

Já são oito presos com participação confirmada nos ataques. Além deles, outros 11 também estão detidos e sob investigação. Segundo o secretário, a linha de investigação segue o direcionamento de que a onda de ataques foi motivada por retaliação a morte de três homens do alto escalão do crime organizado. O trio foi morto durante operação da polícia em Amontada, na última quinta-feira (26).

“Eles não são só do interior. Eles tinham passagem por vários estados do Nordeste, com uma extensa ficha criminal. No sistema prisional, conseguem ou não ocupar posições de destaque. Não eram quaisquer criminosos do interior. Eles tinham realmente um alto nível na organização criminosa e exatamente por essa razão, ninguém está batendo o martelo mas, até agora, todas as provas, até esse momento, levam para esse caminho. Não há nenhum contra-indício. Mas é papel do investigador não excluir nenhuma hipótese”, concluiu André Costa.

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