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quarta-feira, 25 de julho de 2018

Família de jovem morta em estacionamento após festa em Caucaia pede justiça

Há quase oito meses a família de Kércia Clarice sofre não só com a morte da jovem, assassinada aos 23 anos, como também com a sensação de impunidade. A moça teve a vida tirada com um tiro no rosto após discussão na saída de uma festa em Caucaia, no dia 1º de dezembro de 2017.

O caso foi investigado pela Delegacia Metropolitana de Caucaia e aguarda o andamento dos trâmites na Justiça. Pai e mãe da vítima clamam pela celeridade do processo, que já tem o principal suspeito identificado.

“Não vejo resposta de jeito nenhum. Nós estamos implorando justiça. Que a justiça seja feita, que ele seja preso. Apesar de todos saberem que foi ele, infelizmente está solto, seguindo a vida. E a minha filha não teve essa chance de seguir a dela, de realizar tantos sonhos que ela tinha. Acabou com a vida da gente. Mas o mínimo que podemos fazer é lutar para que, quem tirou a vida dela, sem motivo nenhum, vá para trás das grades e pague pelo crime que ele cometeu”, disse a mãe da vítima, Rosa Gomes.

Segundo testemunhas, na época, Kércia Clarice foi convidada por amigos para ir a uma festa numa casa noturna perto da BR-020. Na saída do local, encontraram um outro grupo que teria começado uma discussão. O suspeito, Igor Oliveira, teria xingado a jovem e depois atirado contra ela à queima-roupa. A motivação do crime é desconhecida, mas muitos apontam que o acusado teria inveja da vida da jovem.

“Não entendo porque ele tirou a vida dela. Uns disseram que era ciúme, outros disseram que ele tinha inveja da vida dela. Creio que seja mais por inveja. Não sei nem o porque ela morreu… É muito triste isso. O pior é que já ouvi comentários que ele anda difamando ela. Isso é mais triste ainda .Isso dói muito porque sei quem era minha filha. Ela era uma pessoa de coração grande”, questionou a mãe, emocionada.

Com as investigações concluídas, os pais da vítima aguardam que o suspeito vá a julgamento. A demora para que isso ocorra, reforça o medo da impunidade.

O pai, Márcio Tavares, chegou a perder a voz com a morte da filha, tamanho o abalo psicológico. Ele também não lembra do velório da filha. Ainda emocionado, ele reforça o pedido para maior celeridade na resolução do caso e punição do suspeito.“Não posso perder a esperança de que a justiça será feita. Se eu perder, vou me enterrar. Tenho que acreditar que ele vai ser preso. Ele fez isso com a vida dela, mas também destruiu minha família. Meu esposo ficou doente, passou muito mal. Tive medo de perder ele também. Eu sei que Deus faz justiça, mas quero a justiça dos homens. Quero uma resposta, preciso de uma resposta pra poder me acalmar e seguir minha vida”, implorou Rosa Gomes..

“Não consigo entender porque ele ainda não foi preso. Clamo às autoridades competentes que tomem a par desse caso. Queria que as autoridades se colocassem no meu lugar. Estamos clamando pela agilidade. Se todo mundo já sabe que foi ele, se as testemunhas foram ouvidas, foi pra delegacia, foi para o fórum, a gente vê que está parado. Queria saber se vai ser mais um crime impune de violência contra a mulher. Não quero vingança, a gente quer que a justiça tome de conta e faça o papel dela. Ele matou uma jovem cheia de sonhos, de planos, que teve a vida ceifada”, desabafou o pai, com a voz embargada.

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