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sexta-feira, 1 de junho de 2018

Desconfiança do eleitor desafia pré-candidatos

Desde o ano passado, e mais recentemente de forma mais intensa, deputados estaduais têm visitado diversos municípios do Estado em busca de apoio para alcançarem a reeleição no pleito deste ano. No entanto, segundo informaram, às vésperas do início de uma campanha reduzida, eles têm enfrentado dificuldades, como a falta de credibilidade popular no homem público, a escassez de recursos financeiros e o surgimento de novas candidaturas que disputam espaços em seus colégios eleitorais.

Alguns parlamentares disseram ao Diário do Nordeste que um dos trabalhos que eles têm tido nas incursões é o de tentar convencer eleitores de que a melhor maneira de eleger políticos preocupados com a sociedade é punir aqueles que fizeram algo de errado no passado e ajudar quem buscou acertar durante a atuação parlamentar.

A receptividade do eleitorado a pré-candidatos, contudo, nem sempre tem sido positiva. "A maior dificuldade que o candidato vai enfrentar é o descrédito da classe política. Tenho percebido isso comigo de forma genérica, e já vi eleitores dizendo que a vontade que eles têm é de não votar em ninguém", confessou Heitor Férrer (SD).

Segundo deputados, a preocupação maior que compartilham neste período de pré-campanha é de que o descrédito do homem público faça com que todos sejam "levados para a vala comum". "Aquele que errou quer é que esse pensamento se fortaleça, que punam todos. Temos que fazer uma campanha mostrando ao eleitorado quem foi o partido que errou. É preciso que punam esses partidos não ajudando eles, e que ajudem aqueles que acertaram, para que possam fazer a diferença", disse Férrer.

De acordo com os deputados entrevistados pelo Diário do Nordeste, não há, por parte de uma parcela do eleitorado, uma clara distinção entre aqueles que praticaram irregularidades e os que tiveram atuação correta. "Tem que distinguir o joio do trigo. Ninguém pode ser punido porque grande parte (dos políticos) fez algo de errado", defendeu o deputado do SD.

Apesar de afirmar ter uma base organizada e com menos dificuldades de convencimento que outros colegas, o petista Moisés Braz relatou que a disputa no Interior do Estado tem sido intensa, principalmente, com a chegada de pré-candidatos novatos na disputa por vagas no Legislativo, que estão em busca de apoios e passam a atuar em colégios eleitorais de políticos com mandato. Para ele, a maior dificuldade que todos os políticos enfrentam atualmente é a descrença da população no homem público e na política em geral.

Problemas

"Muitas pessoas não acreditam que as vias legais vão resolver os problemas da população brasileira. A maior dificuldade que tenho percebido é convencer o eleitorado de que a eleição é o momento de se impor. Até na minha categoria (dos trabalhadores rurais) tenho percebido esta dificuldade, imagine nos outros grupos", salientou Braz.

O deputado Roberto Mesquita (PROS) corroborou com o petista e disse que a maior dificuldade que ele tem enfrentado como político diz respeito ao humor da população e ao descrédito da classe política junto ao eleitorado. Para ele, tal ruptura, inclusive, estaria fazendo com que instituições sejam vistas com maus olhos pela sociedade.

O parlamentar lamentou, ainda, que práticas condenáveis seguem existindo no dia a dia da política brasileira. "O poder de fogo dos poderes cooptando está existindo, o pedido de benesses por parte de aliados também. Tudo continua do mesmo jeito e pouco se viu de mudança, a não seu o humor das pessoas".

Julinho (PPS), por outro lado, disse que uma das dificuldades que tem enfrentado está na generalização dos políticos pelo eleitor. Segundo ele, a população, com razão, está decepcionada com a classe, e isso motiva uma crítica generalizada. "A população deve ter um pouco mais de cuidado para saber quem são aqueles que estão na política. Cada um tem sua responsabilidade e não devemos apenas transferir responsabilidades para a classe política", sustentou.

Rechaçar

De acordo com ele, muitos detentores de mandatos eletivos se aproveitam da política para se autopromover e utilizam ferramentas da política para praticarem ilicitudes. Esses candidatos, defendeu Julinho, devem ser rechaçados pelo eleitor. No entanto, isso deve ser feito através do voto. "Não adianta ficar apenas dizendo que todo mundo não presta e depois cruzar os braços, somente reclamando. Isso não vai mudar nada".

O deputado Leonardo Araújo (MDB), por sua vez, destacou que, em virtude do descrédito da classe político, o pleito deste ano deve ser diferenciado, inclusive porque os candidatos terão menos tempo para se apresentar à população - a campanha terá 45 dias. "Quem tiver trabalho concreto nos municípios cearenses e aqueles que intensificarem os contatos com suas bases sairão na frente com possibilidade de renovar o mandato".

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