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segunda-feira, 26 de março de 2018

Ônibus são destruídos em ataques em Fortaleza, e coletivos passam a circular escoltados pela PM

Fortaleza adormeceu e acordou sob preocupação. O motivo: os novos ataques a prédios públicos e ônibus que assolam a Capital. Se no fim da noite de sábado (24), quando, além do atentado à sede da Secretaria da Justiça e Cidadania (Sejus) outras ações criminosas haviam sido praticadas como os sete incêndios – sendo cinco a coletivos e dois em torres de telefonia – em distintos locais, durante a madrugada ainda houve um incêndio a parte da sede da Regional IV e, no decorrer do dia outros atentados contra coletivos e a uma Delegacia.

A reportagem esteve em vários pontos da Cidade e o clima entre a população, sobretudo, os usuários de transporte coletivo, era de apreensão e incerteza. O ciclo de ataques, mais uma vez, comprometeu a rotina da população. No fim do dia de sábado e na madrugada de domingo, para continuar operando, a frota de ônibus foi restrita e passou a circular em comboios com acompanhamento da Guarda Municipal e da Polícia Militar. Já no domingo, a Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor) garantiu que durante a manhã esse comboio permaneceria. No entanto, esse acompanhamento não foi confirmado pela equipe do Diário do Nordeste nas ruas. Os coletivos seguiram operando sem escolta em avenidas como Abolição, Silas Munguba, Desembargador Moreira, Carlos Jereissati, Raul Barbosa, Godofredo Maciel. 

No terminal aberto localizado na Praça do Coração de Jesus, no Centro, ainda foi possível encontrar pedaços carbonizados dos dois coletivos incendiados na noite de sábado. No local, a estrutura de metal que cobre as paradas de ônibus também foi afetada pelas chamas. 

A movimentação de passageiros, ontem, era pouca. Porém, muitos desses usuários de ônibus, aguardavam justamente linhas que, devido aos ataques, tiveram a circulação suspensa. Das 20 linhas que circulam pelo equipamento normalmente durante os domingos, ontem, cinco não operaram. “A gente já estava esperando a mais de uma hora e meia e achando estranho. Mas ninguém avisou. Agora, vamos ter que descer e ir andando para a Praça da Estação”, reagiu o auxiliar de cozinha, Robério Feitosa, ao ser informado que a linha 602 – Pio XII/Ana Gonçalves, estava suspensa ontem. 

As outras quatro linhas, segundo informou o auxiliar de operações do Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiro do Estado do Ceará (Sindiônibus), Cristiano Gregório, no local são: 601 – Aerolândia/Centro, 633 – Passaré/Centro, 666 – Jardim Castelão e 613 – Barroso/Jardim Violeta. A forma como essas linhas vão operar durante a semana, segundo informou o auxiliar de operações ontem, ainda seria definida pela Etufor. 

“Eu só tenho essa opção aqui no Centro. E agora? O que eu vou fazer? O jeito é pegar um uber. E eu não tenho nem como pedir”, reclamou a vendedora Marta Robleto, que desejava se descolar para o bairro Aerolândia. O problema enfrentando pela vendedora na tentativa de retornar do trabalho foi compartilhado por inúmeros profissionais que atuam durante o fim de semana. 

O empresário da rede hoteleira, Vicente de Paiva, relatou que desde às 22 horas do sábado, foram tomadas as providências para garantir a mobilidade de quem estava chegando ou deixando o serviço na madrugada. O procedimento, explica o empresário, continuou durante o domingo, para os que avisaram não estar conseguindo chegar à empresa utilizando os coletivos. 

Secretaria Regional

Outro prejuízo direto à população foi o ataque a Secretaria Executiva Regional IV, na Serrinha. Na madrugada de domingo (25), um incêndio provocado por um grupo criminoso atingiu o Bloco A da Central de Acolhimento, onde funcionavam os atendimentos de Protocolo, Coordenação de Acolhimento e serviços da Secretaria de Finanças e Secretaria Municipal do Desenvolvimento Habitacional de Fortaleza (Habitafor). 

Segundo o secretário da Regional IV, Francisco Sales, indícios apontam que coquetéis molotov - bomba incendiária de fabricação caseira – foram jogados no local por volta de 23h de sábado. Cinco guardas municipais estavam no prédio na hora da ocorrência. O equipamento não possui câmeras de segurança. Para não interromper os atendimentos, a Regional IV decidiu atender o público hoje, porém, o serviço será feito em outras áreas “improvisadas”. 

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