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sábado, 28 de julho de 2018

23% dos agricultores do Ceará nunca frequentaram escola

O Dia do Agricultor, celebrado neste sábado (28), traz a lembrança da baixa escolaridade dos trabalhadores do campo no Ceará: 23,92% deles nunca frequentaram uma escola. São 94 mil profissionais do agronegócio sem nível de escolaridade, conforme o Censo Agropecuário, divulgado nesta semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A dificuldade em ir para escola é comum é muitos agricultores do Ceará; a histórica de José Raimundo Sousa, de Canindé, é compartilhada por muitos colegas: "a gente tinha que trabalhar desde cedo, ajudar os pais na roça, nunca tive tempo para estudar", conta. A oportunidade que ele não teve agora é dada aos filhos.

A pesquisa revela a redução no número de trabalhadores nas propriedades, enquanto cresce o de máquinas, num processo de substituição do homem por equipamentos tecnológicos. "Conforme há uma mecanização dos processos, o número de pessoal ocupado vai diminuindo, assim como ocorreu em outros setores", explica Antonio Florido, coordenador do Censo.

Em 11 anos, os ocupados nos estabelecimentos agropecuários em todo o Brasil diminuíram em 1,5 milhão de pessoas. No ano passado, eram 15 milhões de trabalhadores nessas propriedades.

Já o número de tratores cresceu 49,7% no período, totalizando 1,22 milhão de unidades em 2017. Os estados da região Norte lideraram a alta. Amapá e Roraima tiveram crescimento de 304% e 293% no número de tratores existentes nas propriedades entre 2006 e 2017.

Homem pardo de meia idade

O perfil médio do agricultor cearense é de pessoas do sexo masculino, pardo e de idade entre 30 e 60 anos, conforme o Censo Agropecuário do IBGE.

Os homens representam 79% dos trabalhadores do campo. Apesar de serem maioria, essa diferença reduziu ao longo das últimas décadas. Em 1975, eles eram mais de 95% do total de profissionais rurais no Ceará.

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