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terça-feira, 26 de junho de 2018

Culpa das Fake News: WhatsApp "motivou" mais de 6 mortes por linchamento

As notícias falsas (Fake News) estão se proliferando cada vez mais, aumentando a polarização das pessoas e também sua ignorância.

Por mais que as empresas tentem alertar seus usuários sobre não clicar em links suspeitos ou sempre buscar outras fontes, uma boa parte deles não o faz, especialmente se o compartilhamento vier de um amigo, familiar ou conhecido.

Um dos principais canais de distribuição de Fake News é, comprovadamente, o WhatsApp. Na Índia, o mensageiro instantâneo colaborou para pelo menos 12 linchamentos (dos quais resultaram em seis mortes) nas últimas semanas.

Os textos alarmistas compartilhados no app mencionam assuntos como magia negra, tráfico de mulheres e crianças e similares, convidando o receptor a compartilhar com todos seus contatos, motivando atos de violência, xenofobia e racismo.

No distrito de Balaghat, cerca de 60 moradores de uma vila espancaram até a morte dois homens, após suspeitarem que ambos eram parte de uma "quadrilha de ladrões de órgãos".

As suspeitas tiveram início após um alerta que foi enviado pelo WhastsApp, onde supostamente 500 pessoas estavam circulando disfarçadas de mendigo para localizarem as próximas vítimas.

Ambos os mortos foram declarados pela polícia como inocentes, e as autoridades revelaram naquela região que sequer existem indícios da existência dessas supostas quadrilhas, as mencionadas nas Fake News.

O caso acima também rendeu a prisão de pelo menos 3 pessoas, acusadas divulgar mais notícias falsas ligando a identidade das vítimas aos supostos ladrões de órgãos.

Outra notícia falsa disseminada pelo WhatsApp resultou na morte de dois homens Bangalore – essa tinha a ver com supostos seqüestradores de crianças.

A mensagem alertava usuários do mensageiro para a chegada de 400 seqüestradores no sul da Índia, o que rendeu em um ataque mortal para os rapazes em questão.

Eles foram acatados por um grupo de pessoas, assim como os outros, citados no caso dos ladrões de órgãos, espancados até a morte.

Segundo a Reuters, pelo menos 12 pessoas foram espancadas nas últimas semanas por causa de notícias falsas espalhadas pelo WhatsApp.

A disseminação desse tipo de conteúdo também revela um grande problema de preconceito na sociedade, seja por causa de raça, classe social ou credo.

Analisando os compartilhamentos foi possível notar que as notícias falsas são espalhadas em sua maior parte entre os praticantes do Hinduísmo, disseminando intolerância e ódio contra a minoria (Muçulmanos).

Castas sociais como, por exemplo, as dalits (que estão na parte inferior da pirâmide social) também são frequentemente mencionadas em notícias falsas difamatórias.

Em um mercado com mais de 200 milhões de usuários, onde as Fake News ganham cada vez mais força, o Facebook, mesmo sabendo dos casos relacionados ao WhatsApp, pouco consegue fazer para remediar a situação.

A companhia menciona que está tentando educar a população através de informações, e em comunicado oficial, a rede social disse estar em contato com o WhatsApp sobre o tema.

O problema é que, além da questão da criptografia, que dificulta o rastreamento de uma origem, 90% dos compartilhamentos ainda ocorrem de maneira individual e privada.

Em outras palavras, não são bots de monitoramento colocados em um grupo, por exemplo, que vão resolver, vendo que eles necessitariam de acesso às conversas individuais.

Infelizmente, por causa da criptografia do WhatsApp, as autoridades acabam tendo seu trabalho dificultado, tendo que rastrear a fonte das Fake News por meio de denúncias.

Detenções, por exemplo, só ocorrem quando policiais "infiltrados" em grupos verificam e comprovam que suspeitos estão, de fato, por trás do compartilhamento das notícias falsas.

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