quinta-feira, 1 de junho de 2017

Internauta denuncia: cães abandonados em Pentecoste são tão vítimas quanto os humanos

O cão é o melhor amigo do homem. O fato é milenar, mas há exceções. Vários cães abandonados pelas ruas da cidade tem preocupado a população pentecostense.

Os cães de rua, geralmente abandonados, vivem à mercê de restos de comida em locais públicos que conseguem encontrar para sobreviverem. Como qualquer outro animal, eles se reproduzem e pela falta de cuidados, adoecem.

Recebemos, através do Facebook, denunciais de internautas apreensivos com a situação. O medo de contrair doenças é grande, principalmente leishmaniose visceral (calazar).

Outra situação que gera preocupações é o risco de acidentes. Na noite desta quarta-feira, 31 de maio, enquanto faltava energia em algumas áreas do centro de Pentecoste, foram registrados dois incidentes. Em um dos casos, o motoqueiro colidiu com um animal e caiu do veículo. O cachorro ficou agonizando de dor e foi retirado da rua por populares. No segundo caso, nas proximidades do mercado público, um homem se desequilibrou da bicicleta após ser perseguido por um cão. 

A infecção

A transmissão do calazar ocorre com a picada do mosquito-palha, que introduz na circulação sanguínea do homem ou do animal um protozoário. A transmissão do parasita ocorre apenas por meio da picada do mosquito fêmea infectado, não podendo ser transmitida de pessoa para pessoa. O mosquito transmissor é um inseto bem pequeno que costuma se reproduzir em locais com muita matéria orgânica em decomposição, como lixeiras e depósitos de lixo.

O calazar em cães é uma doença grave, de curso lento e crônico. No caso da infecção em humanos, normalmente os mosquitos "selecionam" pessoas com a imunidade mais fraca, como crianças, idosos e doentes.

Uma ação pública

De acordo com informações da equipe de Endemias, setor responsável pela situação, é necessária uma ação de força-tarefa da carrocinha estadual para intervir no problema. O trabalho poderá acontecer nas próximas semanas.

Embora o Centro de Endemias e Zoonoses do município possua espaço, não há estrutura para manter os bichos presos, principalmente pela falta de recursos para alimentar os animais.

Animais serão recolhidos para a realização de exames, caso os resultados sejam positivos, o animal com doença terminal poderá ser sacrificado. Mas para que faça-se eutanásia, vários procedimentos legais precisam ser elaborados, pois sem isso, o ato configura-se crime.

"Embora vários cães abandonados apresentem problemas de pele, nem todos estão com calazar", destacou um agente de endemias. 

Por: André Barros

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