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sábado, 27 de janeiro de 2018

"Virose da Mosca" assusta cearenses e turistas

"Domingo a noite eu fui dormir tranquilo, bem. Acordei na segunda-feira com mau estar, dor de cabeça", relembra o bancário Igor Alcântara, que recebeu atendimento por gastroenterite viral, conhecida popularmente como "Virose da Mosca". Com as chuvas típicas do começo do ano e o clima quente, emergências estão lotando em todo o Ceará. Em Jijoca de Jeriocoacoara, alguns visitantes relataram sintomas como diárreia, febre e dores no corpo. 

"Fui ao hospital durante a noite e por coincidência, o pronto-socorro estava lotado de pessoas com o mesmo sintoma. O médico falou que é um vírus da mosca de está se espalhando", contou Igor. Com o tempo abafado e a estação chuvosa se aproximando, a cidade parece ficar cheia de insetos, alguns mais simpáticos como borboletas, outros pouco atrativos, como as moscas, baratas e pernilongos. 

Como as moscas costumam aparecer em locais com algum tipo de contaminação, como alimentos, por exemplo, as pessoas costumam associar a doença ao mosquito, mas especialistas afirmam que ainda não existe comprovação científica entre o surto e a mosca, embora seja necessário cuidado. "O inseto não é o vetor da doença. O nome Virose da Mosca foi dado à epidemia de um quadro diarreico frequente nesse período do ano. Não quero dizer que cuidados com ela [mosca] não devem ser tomados, mas é o mesmo cuidado que devemos tomar com outros insetos e com a higiene. É tudo uma questão de higiene", explicou o infectologista Joseval Viana. 

A Secretaria de Saúde do Ceará (Sesa) afirma que não existe um balanço do que chamam "Virose da Mosca", mas contabiliza dados sobre as Doenças Diarreicas Agudas (DDA), levantamento feito por recomendação do Ministério da Saúde. Em 2017, até o dia 2 de dezembro, foram notificados 295.118 casos de DDA no Ceará. Em comparação com o mesmo período de 2016, houve redução de 1,1% no número de casos (298.452 registros). Nesse período do ano aumenta o número de moscas, então as pessoas acabam associando. Os médicos, para facilitar a compreensão aos pacientes, acabam chamando pelo nome popular", explicou o infectologista. 

A maior incidência no ano passado, aconteceu no primeiro semestre, período que concentra a estação chuvosa. "

Em Jijoca de Jericoacoara, onde turistas ficaram surpresos com os sintomas, a Secretaria de Saúde não apresentou nenhum dado sobre pacientes atendidos. Durante toda semana, a reportagem telefonou para a pasta, que ficou de avaliar a demanda e dar uma resposta, mas até a publicação da matéria, nenhum retorno foi dado. 

Além da dor de cabeça, o bancário Igor Alcântara reclamou de outros sintomas. "Tive diarreia de manhã cedo e logo depois do café, tive vômito e passei o resto do dia vomitando e com diarreia", contou. Náuseas e dores abdominais também são sintomas relatados por outros pacientes. "A prevenção é importante. Tentar evitar a acumulação de lixo, ajuda. O lixo atrai baratas, ratos, moscas e outros insetos que podem transmitir várias doenças. Lavar as mãos e os alimentos também é muito importante", disse o infectologista. 

Outras dicas que são citadas por especialistas são: observar a água que consome, selecionar os locais que costuma comer na rua, manter a casa limpa, evitar deixar comida exposta, colocar redes que impeçam a entrada de insetos e mosquitos e para bebês, usar mosqueteiros na cama ou rede onde ele dorme. 

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