terça-feira, 25 de julho de 2017

Motorista é morto em Fortaleza por desconhecer ‘leis’ do crime

A Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil, está investigando o assassinato de um motorista da empresa Uber, com vários tiros, na noite do último domingo (23), no bairro Ancuri, em Fortaleza. Segundo a delegada da DHPP, Ana Victória Almeida, a principal suspeita é que Guilherme Maia, de 22 anos de idade, tenha desrespeitado a "lei" da facção criminosa que domina o tráfico de drogas na área. 

O jovem trafegava em um veículo Fiat Siena de cor prata, com as janelas fechadas e uma película fumê escura. Os traficantes da região obrigam que os motoristas andem com as janelas baixas, para serem identificados. Guilherme foi alvejado por cerca de oito tiros, dentro do próprio veículo, e morreu no local, próximo a um conjunto habitacional do Ancuri. Os criminosos fugiram e ainda não foram localizados pela Polícia. 

A delegada Ana Victória acredita que a vítima estava esperando por alguém, pois o veículo estava estacionado e com a primeira marcha passada. "Os tiros foram perpendiculares e alinhados, na porta. Com isso, a gente levanta a hipótese de que um carro tenha parado ao lado e alguém tenha atirado de dentro desse carro", revelou. Ainda de acordo com a delegada, o vidro da janela do motorista foi quebrado após os tiros e objetos pessoais de Guilherme Maia, provavelmente, saqueados. 

O celular e os documentos da vítima não foram encontrados, impossibilitando que a Polícia realizasse a identificação. A Perícia Forense do Ceará (Pefoce) esteve no local de crime para colher provas para colaborar com a investigação. 

Revoltados com a morte do colega de trabalho, dezenas de motoristas da Uber realizaram manifestação pelas ruas de Fortaleza, pedindo segurança e a regularização do aplicativo, durante o dia de ontem. Em carreata, vários veículos passaram por avenidas como a Senador Carlos Jereissati e a Desembargador Moreira, antes de pararem em frente ao escritório da empresa, na Rua Gilberto Studart, no Cocó. 

Um motorista da Uber, que preferiu não se identificar, reclamou da violência na Capital: "A gente quer segurança. Você entra nos bairros e tem que baixar os vidros. A gente roda a cidade toda e não vê Polícia". "Estamos profundamente entristecidos com este crime terrível e nossos sentimentos de mais profundo pesar vão para a família do Guilherme. Estamos colaborando com as autoridades e esperamos que o responsável por este terrível crime seja levado à Justiça o mais rápido possível", afirmou a Uber, em nota.

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