terça-feira, 11 de outubro de 2016

Justiça concede prisão domiciliar a acusada de participar de chacina



Uma sargento da Polícia Militar que estava presa acusada de participação na Chacina da Messejana, ocorrida em novembro de 2015, foi autorizada pela Justiça a cumprir prisão domiciliar enquanto aguarda o julgamento. Conforme o Ministério Público do Ceará (MPCE), a policial teve a substituição da prisão concedida para cuidar da filha de 8 anos, que sofre de cardiopatia e requer cuidados médicos especiais.

A Justiça, no entanto, determinou que a sargento seja monitorada por tornozeleira eletrônica. Enquanto estiver cumprindo pena domiciliar, a PM só poderá deixar a residência para consultas médicas e em caso de emergência da filha. A criança estava sendo cuidada por uma idosa de 88 anos desde que a mãe havia sido detida.

A substituição da prisão preventiva para domiciliar da sargento foi concedida com base em três critérios: "é mãe de uma criança portadora de cardiopatia que necessita de cuidados especiais da mãe; desde quando a mãe foi presa, tem residência fixa e profissão definida, sem antecedentes criminais".

Este foi o primeiro pedido de revogação de prisão dos policiais investigados por envolvimento na chacina aceito pela Justiça. Conforme o promotor de Justiça Marcus Renan Palácio, os pedidos de revogação de prisão preventiva e liberdade provisória formulados pelos acusados são analisados individualmente.

"Nós, promotores de Justiça, estamos analisando individualmente cada pedido. Estamos de forma muito sistemática, minuciosa e com extrema responsabilidade, analisando os critérios de cada um deles. Estamos analisando todos os novos pedidos e o primeiro que chegou foi dela que recebeu o nosso parecer favorável", afirmou o promotor.

Agora, 43 policiais militares seguem presos no 5º Batalhão, no Centro. Eles são acusados de por participação na chacina da Grande Messejana, que deixou 11 mortos em novembro de 2015.
Chacina
Agora, 43 policiais militares seguem presos no 5º Batalhão, no Centro. Eles são acusados de por participação na chacina da Grande Messejana, que deixou 11 mortos entre a noite do dia 11 e a madrugada do dia 12 novembro de 2015. Os homicídios foram registrados em um intervalo de aproximadamente quatro horas, em ruas dos bairros Curió, Alagadiço Novo e São Miguel, na Grande
Messejana.
Conforme o Ministério Público do Ceará, os PMs se reuniram naquela noite "com sentimento de vingança e de justiça" pela morte do policial Valtermberg Chaves Serpa, que foi morto durante uma tentativa de assalto no Bairro Lagoa Redonda.
Primeira audiência
As sete pessoas sobreviventes da chacina foram ouvidas na sexta-feira (7), na primeira audiência do processo. Sete pessoas ficaram feridas - três em tentativas de homicídio e quatro em torturas - e devem participar da audiência, na 1ª Vara do Júri do Fórum Clóvis Beviláqua.

Via: G1

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