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sexta-feira, 30 de outubro de 2020

Caged: com 12,6 mil novas vagas, geração de empregos em setembro no Ceará é a maior desde 2009


 

A recuperação do mercado de trabalho no Ceará tem se dado de maneira pujante após o início do Plano de Retomada Responsável das Atividades Econômicas e Comportamentais do Governo do Estado, em junho. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado ontem (29) pelo Ministério da Economia, em setembro, o Estado gerou 12,6 mil novas vagas de emprego formal - melhor resultado para o mês desde 2009, quando foi registrado um saldo de 12,9 mil oportunidades.

Este é o terceiro mês consecutivo com saldo positivo no Ceará, que já recuperou mais da metade dos empregos perdidos durante a pandemia (54 mil). Para o secretário do Desenvolvimento Econômico e Trabalho do Estado, Maia Júnior, o número fortalece expectativa de que o Ceará ainda encerre o ano com saldo positivo no mercado de trabalho. "Eu fico muito feliz, porque esse resultado é sinal de que o trabalho que a gente está fazendo está dando certo. Ainda não é algo para se comemorar, pois tem muito trabalho pela frente, mas demonstra que foi assertiva a decisão de dar os mesmos pesos de atenção e cuidados para a saúde e economia", afirma.

Ele lembra que, ainda em setembro, após a divulgação dos saldos de agosto, o Caged já apontava a possibilidade de recuperação total dos postos perdidos entre março e junho caso o ritmo de geração de vagas se mantivesse estável. Contudo, no acumulado do ano, o Estado ainda registra um saldo negativo de 14,3 mil vagas. "As empresas estão conseguindo se recuperar ainda dentro da pandemia. Isso é muito bom", acrescenta Maia.

Indústria

Todos os segmentos econômicos monitorados pelo Caged apresentaram números maiores de contratação que os de demissões no mês passado. A indústria, no entanto, se sobressaiu e puxou o resultado geral do Ceará com um saldo de 5,3 mil novos empregos. A indústria da transformação foi responsável por quase a totalidade desses novos postos, com a geração de 5,2 mil empregos formais.

Outro segmento relacionado e importante para a economia local é a construção civil, que já vinha se destacando nos meses anteriores. No mês passado, o setor abriu 1,3 mil oportunidades, segundo o Caged. O vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) e empresário do ramo da construção, André Montenegro, comemora os dados que, segundo ele, estão consolidando as tendências de recuperação inicialmente observadas em julho.

"A gente já tinha notado esse movimento. As medidas que o Governo Federal tomou, como a suspensão de contratos provisória, fez com que a gente não demitisse a mão de obra especializada. Essa é uma das razões da retomada rápida que estamos tendo, além da grande demanda reprimida. Tanto que a indústria está trabalhando lotada e já está faltando muita coisa até", ressalta André.

Ele lembra que a redução dos juros a um nível histórico também é um fator que está aquecendo a economia e impulsionando a retomada, em especial no setor imobiliário. "Para o futuro, nós esperamos que essa tendência continue. Claro que a demanda vai se regularizar, mas até o início do próximo ano a indústria irá trabalhar a todo o vapor para atender à demanda", acrescenta André.

Comércio

Já o presidente do Sindicato do Comércio Varejista e Lojista de Fortaleza (Sindilojas), Cid Alves, afirma que o setor esperava um saldo de vagas maior que os 2,7 mil empregos gerados pelo comércio. A expectativa estava baseada no início do período de maior aquecimento do setor no Estado, período que consiste nos quatro últimos meses do ano.

"Eu imaginava que fosse haver crescimento até maior, da ordem de umas 4 mil vagas. Setembro é o mês que inicia esse período de fim de ano. O apoio do Governo Federal com o auxilio emergencial é fundamental para o varejo e, consequentemente, para o atacado. A cadeia toda do comércio de bens está desenvolvendo as atividades em uma intensidade como a gente não vê há muitos anos. É uma retomada pujante. Por isso, eu esperava que fosse mais, mas são números ótimos", diz.

Fim dos auxílios

Questionado se após o período de estabilidade dos trabalhadores que tiveram o contrato suspenso ou a jornada e salário reduzidos haverá um surto de demissões, Maia Júnior revela temer como o mercado se comportará no próximo ano, após o fim da vigência das medidas emergenciais criadas para amenizar os efeitos da pandemia.

"Mas o que mais vai impactar é essa falta de consenso entre Congresso e Poder Executivo em relação às reformas que precisam ser feitas. Estamos em um momento de muita insegurança ainda. Vamos encerrar o ano com um gravíssimo problema fiscal, uma dívida de quase 100% do PIB. O Governo precisa construir um senso de união para que esse ciclo virtuoso que está se formando na economia se mantenha. Mas não vai haver estabilidade sem essas medidas", dispara o secretário.


Diário do Nordeste

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