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segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Reinício remoto das aulas é desafio em cidades do interior


As atividades remotas na rede pública estadual retornam hoje (10). Na municipal, a volta da maioria das escolas também acontece em agosto. De todo modo, a limitação no acesso às tecnologias é um desafio a ser superado.

Legenda: Ainda não há uma data confirmada para retorno das aulas presenciais, mas a previsão é que seja no início de setembro. Desde março as atividades presenciais estão suspensas por conta da pandemia.
Foto: Honório Barbosa

O alunos da rede pública estadual voltam às atividades hoje (10), de forma remota por conta da pandemia. Em boa parte das escolas da rede municipal, o retorno deve acontecer também em agosto, projeta a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), referência para a rede municipal no Ceará. Apesar dos avanços, o cenário ainda é adverso para manter os alunos conectados.

Segundo uma pesquisa inicial da Undime, única disponível para vislumbrar a situação da rede municipal de ensino no Estado, realizada ainda em abril com 127 cidades, apenas 32% (40) dos municípios estavam realizando algum tipo de atividade estruturada à distância para fins de registro como dia letivo (das 800 horas exigidas por lei). Outras 33 cidades chegaram a realizar atividades à distância, mas sem a finalidade de computar como registro.

Um total de 54 municípios não haviam realizado atividades remotas, até aquele momento. 

“A gente não tinha noção de quanto tempo duraria (a pandemia) e nem como a gente ia poder repor essas aulas. Sendo feito um estudo agora, creio que iria aparecer uma quantidade muito maior de municípios que já realizam essas atividades à distância, inclusive contando horas para os dias letivos”, ressalta Hermano Beviláqua, secretário Executivo da Undime Ceará.


Segundo ele, a percepção é de que a maioria das cidades decretou férias em julho, devendo voltar às atividades remotas agora em agosto. “Os municípios estão em momento diferentes da pandemia. Alguns parecem já ter passado do pico, outros caminhando para isso. Isso vai forçar cada município a ter uma data diferente para retorno”, ressalta

Para Larissa Santana, pesquisadora da Faculdade de Educação da Uece, o retorno vem acompanhado por dificuldades no acesso às tecnologias. "Todo mundo foi pego de surpresa, e estamos tentando encontrar alternativas que sejam menos excludentes. Tornar o ensino remoto como uma modalidade oficial e obrigatória não é uma boa opção", aponta.


“Nosso ensino remoto é emergencial, não uma educação à distância, que requer planejamento específico, currículo específico, que precisa ser pensada com tempo, calma e com professores com formação. Numa situação emergencial, só é possível é uma redução de danos"


Sobral

Por conta das limitações, a cidade de Sobral optou por adotar um modelo virtual livre em nível municipal - as atividades remotas não contam como dia letivo.

Todo o conteúdo será reposto a partir do retorno às atividades presenciais, o que não deve acontecer antes de setembro. Segundo o secretário de Educação de Sobral, Herbert Lima, as atividades semanais atingem cerca de 90% dos alunos. Quem não tem acesso à internet recebe de forma impressa.

"Não poderíamos atender a uns e outros não. Decidimos ofertar conteúdos gravados e, também, material impresso que chega aos alunos".

Em Pedra Branca, o secretário de Educação, Renê de Araújo, ressalta que aulas gravadas chegam a 40% dos estudantes, "mas todos também recebem em casa o material impresso". Segundo Araújo, 20% dos alunos não têm acesso à internet e para outros 30% a internet é ruim.

“É difícil uma família com três, quatro filhos, dispor de telefone ou computadores para todos”, ressalta o titular. 

Seduc

Em nota, a Secretaria da Educação (Seduc) do Ceará informou que “cada unidade de ensino construiu (ao longo do primeiro semestre) seu Plano de Atividades Domiciliares para que os 423 mil alunos da rede estadual cumpram a carga horária do trabalho escolar em casa”.

“As aulas remotas configuram como dia letivo e englobam toda a rede”, destaca.

A Pasta ressalta que foram pensadas estratégias para atender aos alunos com acesso à internet e aos que precisam de outros suportes. “As aulas chegam aos alunos por meio de tecnologias, material impresso ou rádio, por exemplo. Houve ainda uma parceria com a TV Ceará (emissora pública) para a transmissão de aulas das diversas disciplinas”. 

O Plano de Retomada das Atividades Presenciais ainda está em processo de elaboração.

No momento, a Seduc “analisa todas as possibilidades que se mostrarem viável", afirmou a Pasta. A retomada das atividades presenciais, na rede pública e privada, "só ocorrerá após divulgação de decreto governamental, seguindo orientações da Secretaria da Saúde", finaliza.

Fonte: Diário do Nordeste

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