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sexta-feira, 24 de julho de 2020

PMs são afastados após suspeita de duplo homicídio que teria sido motivado por vingança à morte de subtenente em Fortaleza

Os PMs ainda são suspeitos de terem cometido crimes de tortura, invasão domiciliar e outros delitos para vingar a morte do subtenente Francisco Augusto da Silva


Oito PMs envolvidos em duplo homicídio supostamente motivado por vingança à morte do subtenente Francisco Augusto da Silva são afastados (Foto: Arquivo pessoal)

A Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário (CGD) determinou o afastamento de oito policiais militares (PMs) no processo que investiga um duplo homicídio cometido em Juazeiro do Norte, interior do Ceará. Um Inquérito Policial Militar (IPM) também foi instaurado pela Polícia Militar do Ceará (PMCE) para a investigação do crime, ocorrido no último dia 29 de junho, que teria sido motivado por vingança à morte do subtenente Francisco Augusto da Silva, em um latrocínio em Fortaleza no dia 6 de junho deste ano.

Ao todo foram afastados dois tenentes e seis soldados. A decisão foi tomada de maneira preventiva, segundo a CGD. Ação foi publicada e justificada no Diário Oficial do Estado do Ceará (DOE) de número 155 de 2020. Devido à investigação ainda estar em andamento, O POVO opta por não divulgar os nomes dos policiais. O documento relata que a ação dos PMs resultou na morte de Francisco Wesley Vieira da Silva e David de Lima Filho. Por

Os policiais envolvidos teriam justificado que realizaram a invasão em uma casa em Juazeiro do Norte, em busca de Francisco Wesley, sob a suspeita de envolvimento dele na morte do subtenente Augusto da Silva. Eles relataram que foram recebido à tiros. Na suposta reação dos PMs, David de Lima também acabou morto e inicialmente foi apresentado pelos policiais como sendo Igor Canuto Holanda, também apresentado como suposto suspeito de envolvimento na morte do subtenente.

No dia da morte dos dois homens, em 29 de junho, a Polícia Militar do Ceará chegou a divulgar em seu site oficial uma nota na qual afirmava que retirou de circulação duas armas de calibre 38 e diversas munições após uma ação em busca de envolvidos na morte do policial Augusto da Silva. Na mesma nota, a versão de troca de tiros iniciada pelos homens mortos é destacada como causa da morte dos homens.

Porém, segundo as portarias que justificam o afastamentos do agentes, as ações deles foram presenciadas por oito pessoas que estavam na residência invadida e contradizem as versões apresentadas até então. “Tais testemunhas narram fatos que trazem indícios seguros de cometimento de crimes de homicídio, tortura, abuso de autoridade, roubo de celulares, documentos, fraude processual, calúnia, inovação artificiosa em local de crime, denunciação caluniosa, entre outros crimes gravíssimos atribuídos a policiais militares partícipes”, revela o DOE.

A alegação de confronto policial como justificativa para as mortes dos dois homens é contestada, tendo em vista que não foi encontrado nenhum indício de ferimentos em qualquer um dos policiais envolvidos. A CGD expõe ainda na portaria de afastamento dos agentes que não havia nenhum mandado de prisão contra Francisco Wesley que justificasse legalmente a busca por ele. Além disso, David não detinha nenhum antecedente criminal, enquanto Wesley havia respondido em 2014 por porte ilegal de armas. 

Com relação a hipótese do envolvimento de Francisco com o crime de latrocínio do subtenente, o documento menciona que, oficialmente, somente foi identificado um envolvido no referido crime e que este já havia sido morto em confronto policial dias antes da morte dos dois homens em Juazeiro do Norte. A morte de tal suspeito teria ocorrido no mesmo dia da morte do subtenente, mas a informação foi divulgada apenas no dia seguinte, 7 de junho

Todos os envolvidos foram afastados das atividades extensivas por um prazo inicial de 120 dias, enquanto as investigações serão conduzidas. A CGD determinou ainda que eles se mantenham à total disposição das autoridades e se entregassem à unidade de Recursos Humanos a que estiverem vinculados suas respectivas identificações funcionais, distintivos, armas, algemas e quaisquer outros instrumentos de caráter funcional. Além disso, os dois tenentes envolvidos responderão a Conselhos de Justificação a fim de averiguar as decisões dos comandantes diante da invasão feita pelos PMs.

Procurada pelo O POVO, a CGD frisou que o processo está em fase de instrução e ainda não detém data para finalização. Segundo a pasta, procedimentos administrativos disciplinares foram instaurados em desfavor dos referidos policiais militares. 
MORTE DO SUBTENENTE

O subtenente do Batalhão de Operações Especiais (Bope) Francisco Augusto da Silva, de 46 anos, foi morto em uma tentativa de assalto no bairro Vila Manuel Sátiro, no início da manhã de sábado, 6 de junho. De acordo com a PMCE, o policial havia acabado de sair de casa para trabalhar quando foi surpreendido por um suspeito e alvejado com disparos de arma de fogo.

Augusto chegou a ser socorrido a uma unidade hospitalar, mas não resistiu aos ferimentos. Ele fazia parte da PM desde 1994. Segundo a PMCE, uma garrucha, tipo de arma artesanal, foi apreendida no local do crime. Na fuga, conforme nota enviada pela PMCE, o criminoso roubou um veículo, que foi rastreado pelo sistema de videomonitoramento SPIA da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) ainda no sábado.

No dia 7, a SSPDS divulgou que, após realização de diligências, o suspeito de atirar em Francisco Augusto foi localizado e acabou morrendo em confronto com a polícia. Segundo o órgão, ele foi lesionado durante o embate com os policiais e então levado a um hospital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no sábado, 6.

Fonte: O Povo

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