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sábado, 25 de janeiro de 2020

Pesquisador afirma que coronavírus deve chegar ao Brasil, mas não de ser motivo de pânico

O vírus já se espalhou por países da Ásia e já chegou aos Estados Unidos
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) anunciou na noite desta sexta-feira (24) a criação de uma “sala de situação” para acompanhar o desenrolar da epidemia de coronavírus que começa a transbordar da China para outros países. Em entrevista ao jornal O Globo, o pesquisador Rivaldo Venâncio afirmou que, “considerando a grande circulação de pessoas entre os continentes, é bastante provável que esse vírus chegue ao Brasil.”

Mas, segundo o pesquisador, “é importante que a população saiba que a identificação do novo coronavírus no país não deverá ser motivo para alarde ou pânico. Como acontece com todos os vírus respiratórios, há sempre uma quantidade muito grande de casos leves e moderados”.

E prossegue: “Acreditamos que, a exemplo do que acontece com outros tipos de coronavírus, o comportamento permaneça o mesmo. Ou seja, muitos casos leves a moderados e as formas mais graves da doença acometendo àquela população que já faz parte dos grupos considerados mais vulneráveis a doenças respiratórias, como idosos, crianças, gestantes, pessoas com doenças crônicas ou com imunodeficiência.”

Referência

Venâncio afirma que a Fiocruz está em permanente diálogo com o Ministério da Saúde para acompanhar o cenário epidemiológico do novo coronavírus. “Temos um laboratório que é referência nacional para diagnóstico laboratorial de vírus respiratórios. E temos dois institutos nacionais, também de referência, para atendimento a pacientes, além de um centro de saúde voltado para a atenção básica. Toda essa nossa capacidade poderá ser acionada na eventual chegada do vírus, seguindo os protocolos definidos. Não seremos pegos de surpresa”.

A recomendação é que esses grupos potencialmente mais vulneráveis às formas graves da doença estejam mais atentos às manifestações clínicas. “É importante destacar que todas as medidas estão sendo tomadas, os cenários estão sendo permanentemente avaliados pelo Ministério da Saúde e órgãos competentes e há grupos na rede pública dedicados ao acompanhamento dessa situação.”

Fonte: CN7

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