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sábado, 14 de dezembro de 2019

Polícia Federal já apreendeu mais de 7 mil notas de dinheiro falsas no Ceará em 2019

O valor nominal das notas falsas apreendidas passou de R$ 89.540, em 2018, para R$ 227.075, em 2019. — Foto: Helene Santos/SVM
A Polícia Federal (PF) já apreendeu, em 2019, seis vezes mais notas de dinheiro falsas do que no ano inteiro de 2018, no Ceará. No ano passado, foram retidas 1.173 cédulas falsificadas. No ano corrente, o número já chega a 7.617 unidades, o que significa um acréscimo de 549,3%. Os dados foram divulgados pela PF na última quinta-feira (12).

Só em três dias, duas pessoas foram presas e mais de R$ 3 mil apreendidos em notas falsas durante operações distintas realizadas no Ceará.

A intensificação da atividade dos criminosos e da reação da Polícia Federal representou também um aumento em ocorrências de flagrantes (de 11 para 20, em um ano) e em suspeitos capturados (de 15 para 23). O valor nominal das notas falsas passou de R$ 89.540 para R$ 227.075.

Somente neste mês de dezembro, a PF já registrou sete ocorrências de moedas falsas apreendidas no Ceará. Na última sexta-feira (13), uma encomenda postal foi apreendida com 20 notas falsas de R$ 50, o que soma R$ 1 mil, em Fortaleza, mas ninguém foi preso. Uma mulher foi levada para prestar esclarecimentos.

Já na quinta-feira (12), um paraense de 34 anos foi detido com 45 notas de R$ 20, ou seja, um total de R$900, na agência dos Correios de Tejuçuoca. No dia anterior (11), um jovem de 19 anos também foi preso pela PF em uma agência dos Correios, no bairro Monte Castelo, na Capital, na posse de duas encomendas postais, que continham 12 cédulas falsas de R$100 e uma de R$20, o que soma R$1.220. Outros cinco suspeitos foram capturados em quatro abordagens, nos dias 2 e 6 deste mês.

Segundo o chefe substituto da Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários (Delefaz), delegado federal Leonardo Pordeus Barroso, no período de fim de ano, a falsificação de notas aumenta, pois os criminosos enxergam a possibilidade de utilização do "dinheiro" em festas.

“O comércio mais formal está mais atento para esse tipo de crime. Um caixa de banco dificilmente vai ser vítima, porque tem o treinamento. Agora, um comércio de rua, de festa, uma barraca de praia, que têm um grande fluxo e uma baixa atenção naquele momento, são as maiores vítimas”, compara.

Entrega pelos Correios

De acordo com o delegado, a maioria das notas falsas é comprada em redes sociais e enviada por correspondência pelos Correios. A reportagem questionou aos Correios sobre o uso do serviço de correspondência para práticas ilícitas e as medidas de segurança adotadas, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria.

Os compradores moram em todas as regiões do Ceará, segundo a PF. A origem das cédulas é investigada. “A facilidade de enviar para todo o Brasil, às vezes até para o exterior e receber do exterior, tem sido grande. Está sendo feito o levantamento desses dados, para conseguir se chegar a uma organização criminosa que centralize isso a nível de Brasil”, explica.

Como identificar

As notas de R$ 100 e R$ 50 são os principais alvos de falsificação pelas quadrilhas no País. Mas também são as cédulas que reúnem mais mecanismos de segurança desenvolvidos pelo Banco Central. O perito criminal federal, da PF no Ceará, Virgilio Mathieson Tavares, afirma que o público em geral precisa conhecer a moeda nacional.

“Para identificar uma cédula falsa, você tem que conhecer a impressão e as características da cédula autêntica, que tem uma impressão de boa qualidade, um papel de melhor qualidade, alguns elementos de segurança, que você vai distinguir da falsa. Com o mínimo de instrução, você vai realizar pequenas comparações, não precisa estar com a cédula autêntica em mãos”, garante Tavares.

O perito criminal recomenda que as pessoas acessem o site do Banco Central ou instalem o aplicativo Dinheiro Brasileiro, desenvolvido pelo BC, que explicam detalhadamente cada mecanismo de segurança de todas as cédulas de real e auxiliam na comparação de uma nota suspeita com um modelo autêntico.

Fonte: G1 CE

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