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sábado, 7 de setembro de 2019

Ceará produz maior pá eólica já fabricada no Hemisfério Sul

Novas pás devem começar a ser despachadas, por via terrestre, no fim de novembro

O Ceará começou a produzir, em agosto, a maior pá eólica já fabricada no hemisfério Sul. Com 74 metros de comprimento, as novas pás projetadas pela Aeris irão equipar geradores de usinas da multinacional Vestas no Brasil. E, posteriormente, a depender da demanda, as peças poderão ser enviadas para o mercado externo.

Como, normalmente, essas peças medem entre 50 e 60 metros, a Aeris, instalada no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp), teve de investir cerca de R$ 100 milhões em infraestrutura para desenvolver a nova peça. A expectativa é que as novas pás comecem a ser despachadas, por via terrestre, a partir do fim de novembro.

"A produção dessa pá é um marco para nós da Aeris. É um projeto que se iniciou há pouco mais de um ano, mas ainda temos muitos desafios pela frente. De todo modo, isso mostra que nós, brasileiros, somos capazes de enfrentar e entregar qualquer desafio", avalia o presidente da Aeris, Alexandre Negrão. Em 2016, a empresa ampliou a fábrica e hoje gera cerca de 3,5 mil empregos diretos no Cipp.

Investimento

A construção de um novo galpão, aquisição de equipamentos e treinamento da equipe estão entre os investimentos realizados pela empresa. "Hoje, nós somos os únicos no Brasil com capacidade instalada de produzir essas pás", diz Mauro Castroli, analista do departamento de comunicação corporativa da Aeris. Durante 11 meses, mais de 30 profissionais da empresa foram capacitados para participar do processo de fabricação da nova pá eólica.

Segundo Castroli, as primeiras pás ainda estão em fase de testes, mas a produção irá prosseguir até os primeiros envios. "A gente estima que em novembro ou dezembro comecem os envios. Até lá, estamos em uma fase de amadurecimento para montar o procedimento logístico", diz. "Mas em 2020, já estaremos produzindo e enviando".

As novas pás serão instaladas em geradores com potencial de geração em torno de 4,2 megawatts (MW), quase duas vezes superior aos maiores em operação no País.

Exportação

Além do início da produção da nova pá de 74 metros, a Aeris atingiu, em agosto, a marca de 1,5 mil pás eólicas exportadas desde o início de sua operação, em 2010. As peças, embarcadas por meio do Porto do Pecém, são destinadas principalmente para os Estados Unidos.

"Uma das maiores pás eólicas do mundo acaba de ser construída aqui, dentro do Complexo do Pecém. Quando você reflete sobre esse feito, percebe o tamanho do potencial das empresas instaladas aqui", diz Danilo Serpa, presidente do Cipp.

Segundo Carlos Alberto Alves, gerente da Tecer Terminais Portuários, empresa que realiza a operação de embarques de pás no Pecém, o Porto já está preparado para movimentar as novas pás, assim que houver demanda do mercado externo.

Fonte: Diário do Nordeste

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