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terça-feira, 30 de outubro de 2018

Médicos podem paralisar atividades em solidariedade a Dra. Mayra

Os médicos podem paralisar as atividades em Fortaleza por solidariedade à pediatra e neonatologista Mayra Pinheiro, que foi desligada das atividades do Hospital Geral de Fortaleza (HGF), na semana passada, após 15 anos de serviço. Ela havia retornado às atividades após ficar em quarto lugar na disputa ao Senado Federal nas eleições 2018.

A Associação Médica Cearense (AMC) e o Sindicato dos Médicos do Ceará vão convocar os profissionais ainda essa semana para discutir a medida em assembleia geral.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Médicos, Edmar Fernandes, eles pretendem mobilizar outros profissionais de saúde por considerar a demissão da profissional uma atitude inaceitável. “Principalmente os que trabalham no HGF e conhecem a Dra. Mayra e o trabalho dela. Tem sido muito comum esses dias as pessoas a abordarem mostrando a indignação delas quanto a isso”.

As entidades médicas cearenses entendem que o desligamento de Mayra, que até o começo do ano presidia o Sindicato dos Médicos, foi motivado pelas denúncias que a profissional fazia desde 2015 relacionadas à precariedade do atendimento no HGF. 

Há mais de uma semana, ela havia publicada um novo vídeo mostrando o corredor do HGF com vários pacientes à espera de atendimento. A pediatra classifica o desligamento como retaliação e está entrando na justiça reivindicando, entre outras medidas, danos morais e reintegração da vaga.

Ela pretendia voltar aos plantões no final de semana, mas já havia sido substituída por outro médico. “O hospital ligou para coordenadora do serviço dizendo que eu não poderia ir pro plantão, que já tinha colocado outra pessoa no lugar”.

Ainda segundo Mayra, essa atitude se configura como uma falta de ética grave. “Eu ainda não tive direito à defesa. A Cooperativa dos Pediatras me deu 15 dias para eu apresentar a resposta sobre o que foi denunciado pelo hospital e ainda sim fui substituída por outro colega médico”. A pediatra preferiu não comparecer aos plantões por recomendações de seus advogados.

O caso também ganhou repercussão entre entidades ligadas à saúde em âmbito nacional. A Associação Médica Brasileira (AMB) classificou o desligamento como uma tentativa de intimidação. “A AMB e a AMC repudiam a demissão motivada por questões políticas, além de representar tentativa de intimidação”.

De acordo com nota da Federação Médica Brasileira, o caso é inaceitável. “O Sindicato dos Médicos do Ceará, solicitará esclarecimentos acerca do ocorrido e tomará todas as providências cabíveis no sentido de resguardar a profissional de todo e qualquer abuso de poder por parte da gestão estadual”.

A pediatra comentou que uma petição pública pedindo retratação por parte do Governo do Estado também foi lançada. “Os médicos iniciaram esse final de semana uma petição pública, que está sendo divulgada pelos médicos brasileiros solicitando a demissão do diretor do Hospital Geral, que foi o responsável por essa atitude, pedindo ao governador Camilo Santana que seja feita uma retratação e ao secretário estadual de saúde também”.

Uma audiência pública para discutir o caso da médica também é planejada e representantes do Ministério Público do Estado (MPCE), OAB e Conselho Regional de Medicina (CREMEC) vão ser convocados. De acordo com o presidente do Sindicato dos Médicos, Edmar Fernandes, a audiência servirá para mostrar as falhas reais que a médica apresentava. “A Dra. Mayra sempre tentou mostrar que lutava sozinha, que o governo não prestava atenção no que ela estava dizendo”.

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