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quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Ex-procurador de Apuiarés, suspeito de fraudar documentos do MP, "está preso em condições precárias", diz advogado

(Advogados Antenor Junior, Alexandre Sales e Ravi Ramier, membros da comissão de defesa de prerrogativas) 
Uma comissão composta por três advogados independentes esteve na manhã desta quinta-feira (9) no Fórum Desembargador Eurico Monteiro, no município de Pentecoste, para ajudar na defesa de prerrogativas do advogado Rodrigo Carvalho Azin, ex-procurador de Apuiarés, preso na 2ª fase da Operação Malabares, procedimento realizado, em 24 de maio deste ano, pelo Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) e pela Procuradoria dos Crimes contra a Administração Pública (Procap).

Rodrigo Azin e outros dois advogados que também respondem a processos foram conduzidos ao Complexo das Delegacias Especializadas (CODE). O advogado Alexandre Sales argumenta que eles deveriam ter sido levados para uma Sala de Estado Maior - local com instalações e comodidades condignas como preconizado na Lei - ao invés do Complexo.

O advogado Alexandre Sales conta que os três foram transferidos do CODE para Centro de Triagem e Observação Criminológica (CTOC) - devido a prisão de 11 policiais civis na segunda fase da Operação Vereda, no final de julho, que passaram a ocupar o lugar - e ficaram em celas comuns, com apenados pelos mais diversos crimes, sem condições adequadas de higiene, dormida e alimentação, quando, ainda, não houve julgamento, nem decisão, para trânsito em julgado. "Ele ainda não teve nem o direito de se defender dentro do processo e já está nessa maneira", diz. 

Faz duas semanas que a situação piorou, quando houve uma nova transferência, dessa vez para o Centro de Detenção Provisória (CDP). Segundo Alexandre, o ambiente não dispõe de condições adequadas para detenção. "Nós não queremos privilégios, a gente quer que a Lei seja cumprida", ressalta.

"Um dos três em situação de prisão provisória foi mordido por uma ratazana, na madrugada do último sábado (4), e parte do pé ficou lesionado [...] Hoje, nosso sistema carcerário não faz com que a pessoa saia de lá ressocializada. É uma máquina de fazer bandidos. Nos temos 30 mil presos [no Ceará], e só temos 13 mil vagas. Um preso custa em torno de R$ 2.700 por mês, e a população está pagando em torno de nove milhões de reais mensais para manter uma massa carcerária nessa situação", contou Alexandre, exemplificando as condições precárias dentro de uma cela do sistema penitenciário no Ceará. Assista ao vídeo a seguir:
Por André Barros
Editor do Blog Notícias de Pentecoste

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